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Quinta Feira, 23 de Maio de 2024

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Pecuarista inova com programa próprio de melhoramento genético

15 de Maio de 2024 as 09h 30min

Frigorífico foi inaugurado nesta terça – Foto: Assessoria

O pecuarista José Neves Ferreira inaugurou, nesta terça (14) o frigorífico Frigoelo, na fazenda Arinos, em Diamantino. A empresa fica no mesmo espaço onde há quase 40 anos ele começou a melhorar uma raça quase extinta, o Caracu. Neves criou o projeto Taurino Tropical, uma tentativa de sucesso, proposta para adaptar animais taurinos adaptados aos trópicos.

“O Caracu é uma raça brasileira, tem 500 anos de evolução. Foi trazido pelos europeus e melhorado aqui. Inicialmente usado para tração, carga, leite e alimentação. Vários tipos foram se misturando, cruzando e selecionando os melhores, pelos meios naturais.  Com a chegada do Nelore, o Caracu foi deixado de lado, por várias razões. Independente das questões envolvidas nessa escolha, a raça indiana (Nelore) abriu o cerrado brasileiro, a Amazônia e hoje muita gente tem acesso à carne por causa disso”, conta o pecuarista.

Hoje, a fazenda Arinos tem uma base com fêmeas Caracu, altamente selecionadas que geram touros disponibilizados anualmente. Os animais não utilizados ou vendidos como reprodutores, são comercializados com frigoríficos parceiros. Mas a empresa de José Neves não se contentou em entregar animais com carne superior, para serem vendidos ao preço da média geral.

“Eu como a carne que produzo e não quero isso só para mim. Quem vem aqui, elogia, sente que tem algo diferente. E eu explico: é a raça, o manejo, o tempo de criação e outros aspectos que aguçam o paladar dos curiosos, o prazer de comer algo único que reúne sabor, maciez e suculência e que merece um lugar especial, na prateleira de cima. Os frigoríficos convencionais, parceiros nossos, têm escalas de abate, sistemas de trabalho e entrega que nem sempre me agradam. Por isso, continuo parceiro deles em algumas operações, mas a carne que eu faço e quero dividir, a partir de agora, tem outro tratamento,” detalha Neves.

A carne do Frigoelo, não será encontrada em supermercados. A venda será direta ao consumidor ou para restaurantes parceiros, dentro de Mato Grosso, inicialmente. “Contamos com uma empresa de logística parceira, que levará a carne do frigorífico e deixará na casa do consumidor. A compra deve ser programada, para ajustarmos os abates e a entrega. Estou lidando com algo complexo que é oferecer o produto e a comodidade, mas é um esforço que vale a pena porque estamos entregando algo diferente, único e que certamente terá recompra”, argumenta o criador. 

FAZENDA ARINOS

A propriedade segue rigorosos protocolos que passam pela parte ambiental. Além das reservas obrigatórias, são mantidas outras áreas de conservação em respeito ao meio ambiente, com corredores ecológicos que permitem a movimentação de animais presentes nas matas.

Embora seja de baixo impacto, os resíduos produzidos na colônia da fazenda (habitações dos funcionários), na sede e no escritório, têm coleta seletiva e destinação correta. Boas práticas de manejo, em respeito a vida e a função do rebanho, foram adotadas e são aplicadas no dia-a-dia da equipe. Um grande diferencial é o fato de não haver transporte rodoviário, uma vez que todos os animais são de origem única e exclusiva da fazenda. Com isso, o processo torna-se menos estressante.

“Na forma habitual, os animais são manejados, carregados e transportados por longas distâncias. Ainda pela maneira convencional, são deixados em jejum (24 horas), um processo necessário e importante no pós-abate, porém muito estressante e determinante para o resultado final, uma vez que os animais sofrem com o ambiente restrito dos currais de espera. Fatores que influenciam de maneira importante na qualidade da carne e que aqui, simplesmente, não existem”, aponta José Neves Ferreira.

A fazenda Arinos é referência no controle da Brucelose, sob tutela do INDEA, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso. Com laboratório próprio, a propriedade cumpre essa função e ao mesmo tempo usa a estrutura para oferecer condições de trabalho aos pesquisadores da EMBRAPA que trabalham no melhoramento genético do rebanho Taurino Tropical.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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