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PERDEU MANDATO: Selma diz que cassação foi perseguição
Senadora cassada pelo TSE diz que sofreu perseguição por ter colocado políticos na cadeia
11 de Dezembro de 2019 as 18h 00min
Justiça Eleitoral vai convocar novas eleições em MT - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
CLEMERSON SM / Clemersonsm@msn.com
Após a cassação da senadora mato-grossense, Selma Arruda (Podemos) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por utilização de Caixa 2 e abuso de poder econômico.
A decisão que proferida por 6 votos contra 1 deve afastar a senadora de seu mandato de forma definitiva a partir do momento em que o TSE publicar a decisão e envia-lo ao Senado.
Assim que a decisão foi proferida pela instância máxima da Justiça Eleitoral, Selma Arruda, através de nota enviada à imprensa e publicada em suas redes sociais, agradeceu a todos que torceram por ela e prestaram apoio e solidariedade em todo esse período de julgamentos.
“A senadora agradece a todos os parlamentares e seguidores das suas redes que prestaram apoio e solidariedade nesse momento, principalmente àqueles que compreendem que nesse processo ela foi alvo de perseguições políticas, e, por ter sido eleita, sofreu as consequências pelas ações desempenhadas durante sua atuação na Magistratura de Mato Grosso”, disse a senadora, por nota.
O processo começou com cassação em duas instâncias dentro do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, desde então, a senadora adota o discurso de perseguição política contra ela. E credita tal perseguição por seu período como magistrada da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, onde foi responsável por condenar e levar para a prisão grandes nomes da política mato-grossense, como foram os casos do ex-presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, e do ex-governador Silval Barbosa.
“Apesar das vontades políticas terem prevalecido no seu julgamento, a parlamentar acredita que o resultado traz uma lição muito importante sobre a necessidade da luta diária para livrar o País de corruptos”, afirmou.
A decisão do TSE atingiu também os suplentes de Selma Arruda, Clerie Fabiana Mendes e o empresário Gilberto Possamai, que tornou os três inelegíveis por oito anos.
Ainda cabe recurso da chapa contra a decisão da Justiça Eleitoral, mas conforme rege a Legislação, a senadora caso busque de fato o recurso, deverá esperar o julgamento afastada do cargo.
Na decisão o TSE determinou que deve ser iniciado em Mato Grosso o processo de eleição suplementar para o preenchimento da vaga deixada por Selma Arruda.
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