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Terça Feira, 17 de Março de 2026

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PERMITIU PLANTIO: Áreas estão infestadas de ferrugem em Tocantins

Plantio de soja teve autorização excepcional para acontecer durante o vazio sanitário

16 de Setembro de 2020 as 07h 15min

Plantio em Tocantins pode trazer consequências para Mato Grosso – Foto: Divulgação

DA REPORTAGEM

 

No Tocantins, o plantio de soja com autorização excepcional para acontecer durante o vazio sanitário está trazendo preocupação para os produtores de soja locais e de três estados vizinhos. A permissão especial é baseada em um relatório técnico que garante que a ferrugem asiática não se propaga pela região. Entretanto, uma visita da reportagem constatou que praticamente todas as plantações locais apresentam esporos e sinais da doença.

O caso está acontecendo em um município com nome bastante sugestivo, Lagoa da Confusão, onde se concentra a maior área de varjões do estado (com 66 mil hectares), considerada excepcional para produção de sementes, mas isso justamente durante o vazio sanitário do estado, que vai de 1º de julho a 30 de setembro. Vale ressaltar que a medida fitossanitária contra a doença foi instaurada no estado há 14 anos e, desde então, já existe a menção dentro da portaria 219 (de 2006) prevendo a possibilidade de autorizar cultivos de sementes de soja durante o vazio sanitário.

Segundo o secretário de Agricultura do estado, Tiago Dourado, a região tem uma condição singular que favorece essa exceção, chamada percolação. Ela consiste na submersão das lavouras através de canais represados ao lado delas. Isso não só garante água para as plantas durante o período seco, como também criaria uma condição para o combate da ferrugem asiática.

“Essas são as maiores regiões de várzeas contínuas do planeta e reúnem uma condição de irrigação por submersão única para a produção de semente dentro do vazio sanitário naquela região. E é isso que temos defendido. O Ministério da Agricultura fez auditorias junto com a Agência de Defesa Agropecuária do estado, um trabalho denso para conquistar isso. E só depois desse trabalho o ministério emitiu um parecer favorável para que isso pudesse ocorrer. Então houve esse trabalho de fiscalização e isso continua”, diz Dourado.

Em resumo, o secretário atesta que a inundação das áreas é capaz de evitar a propagação da ferrugem asiática e não criar a chamada ponte verde para as áreas de soja comerciais, que serão cultivadas após 30 de setembro.

“A discussão é sobre a propagação. Mas não há tempo hábil para a propagação, diz o relatório apresentado pela a Agência de Defesa, justamente por causa dessa inundação. Então há um controle com relação a esse processo para que não haja nenhuma possibilidade de transmissão da ferrugem”, afirma Dourado.

A análise feita por esses pesquisadores teve a correlação negativa em relação à vizinhança, ou circunvizinhas às várzeas. Com esse resultado mostrado no relatório, não tem problema nenhum, não teve aumento nenhum de caso de ferrugem durante a safra nessas regiões circunvizinhas as várzeas”, diz Rodrigo Guerra, superintendente do Ministério da Agricultura no Tocantins e representante da Comissão de Sementes e Mudas.

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