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Pesquisa revela perfil de pecuaristas na era digital
21 de Junho de 2022 as 20h 40min
Produtor tem mudado a maneira de enxergar a atividade – Foto: Divulgação
Pesquisa com produtores traçou o perfil do pecuarista mato-grossense na era digital, além de apontar os principais motivos e desafios do uso de novas tecnologias na atividade.
O estudo feito pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), em parceria com o Senar-MT, mostra que – gradativamente – o produtor tem mudado a maneira de enxergar a atividade, buscando incorporar – na medida do possível – tecnologia no campo.
O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, falou sobre o perfil dos pecuaristas. “É um produtor de perfil mais velho e o que nos surpreendeu foi que tem uma geração mais nova vindo, os filhos adotando... E também, um perfil mais graduado, de ensino médio e superior, para cima até pós-graduação. A maior parte dos produtores já tem estudos e principalmente traçam essa adoção de tecnologia como um importante papel na propriedade”, afirma.
“Ele consegue trazer inovações e trazer para dentro da propriedade, aumentando a produtividade”, emenda.
O estudo ouviu 409 pecuaristas em 93 municípios de Mato Grosso. A tecnologia que os produtores têm utilizado no campo se refere ao gerenciamento na propriedade e gerenciamento do rebanho.
“A pecuária é um ciclo de um, dois anos. Então esse acompanhamento, gerenciamento da produção e da produtividade se torna cada vez mais um desafio e o produtor está tentando trazer isso para dentro, colocando mais tecnificação e ganhos”, explica Cleiton.
Segundo a pesquisa, 40% das propriedades não têm balança, o que torna um desafio quanto à produtividade e desenvolvimento do rebanho. “E poucos produtores utilizam chips eletrônicos, que acaba sendo um limitante quanto ao desenvolvimento da propriedade”.
DESAFIOS
Apesar de a maior parte dos produtores ter acesso à internet dentro das propriedades, a maior parte ainda tem limitações. “Muitas vezes esse acesso fica apenas na propriedade, e eles não carregam consigo para dentro do campo. Esse gargalo se torna ainda mais desafiante quanto vamos mais a fundo nessa pesquisa”, completa Cleiton.
Fonte: DA REPORTAGEM
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