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Petrobras produzirá 35% dos fertilizantes no país
30 de Julho de 2025 as 15h 12min
Nova fase reforça segurança alimentar do Brasil - Foto: Divulgação
O Brasil poderá reduzir significativamente a dependência da importação de fertilizantes nitrogenados nos próximos dois anos. A previsão foi anunciada pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, após reunião do Confert (Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas).
Segundo o ministro, a Petrobras apresentou ao governo um cronograma para retomar a produção de ureia em fábricas localizadas na Bahia, Sergipe, Paraná e Mato Grosso do Sul. A expectativa é que, até 2026, a estatal produza 35% da demanda nacional desses insumos, que hoje são quase totalmente importados. “Essa é uma questão de soberania alimentar”, disse Teixeira, ao destacar que a produção interna não elimina a necessidade de importação, mas representa um passo importante rumo à autonomia no setor agrícola.
Atualmente, o Brasil enfrenta desafios para garantir o fornecimento regular de fertilizantes. A guerra entre Rússia e Ucrânia e tensões comerciais globais têm afetado a logística e os custos de importação. Além disso, o ministro citou que o chamado ‘tarifaço’ implementado pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump também gerou entraves.
Apesar disso, a reunião do Confert, que contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, foi marcada por um tom mais otimista. Teixeira afirmou que o encontro simbolizou uma “reunião de esperança”, diante da possibilidade de ampliar a autossuficiência do país no setor. “Hoje, todo fertilizante nitrogenado que o Brasil utiliza vem de fora. Com esse novo plano da Petrobras, vamos garantir mais segurança aos produtores rurais e menor vulnerabilidade a crises internacionais”, acrescentou o ministro.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, foi quem apresentou os dados e projeções ao governo. A reativação das plantas industriais, que estavam desativadas ou operando com capacidade reduzida, deve começar já em 2025.
A iniciativa também é vista como estratégica diante da crescente demanda por alimentos e da necessidade de garantir estabilidade no abastecimento de insumos essenciais para a produção agrícola. A expectativa é que a medida tenha reflexos positivos nos custos para os produtores e na segurança alimentar nacional.
Fonte: DA REPORTAGEM
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