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Terça Feira, 03 de Novembro de 2026

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PF apura repasses de R$ 49,8 milhões a conselheiros do TCE

31 de Outubro de 2026 as 10h 41min

Decisão do STJ detalha pagamentos fora da folha salarial - Foto: Assessoria

Uma investigação da Polícia Federal sobre pagamentos irregulares no Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) identificou movimentações de aproximadamente R$ 49,8 milhões atribuídas a cinco conselheiros, entre titulares e aposentados. A Operação Tomada de Contas foi deflagrada nesta semana, com 15 alvos entre integrantes e servidores da instituição.

A decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), detalha os valores identificados pelo Ministério Público Federal (MPF), que investiga um possível esquema de desvio de recursos por meio de empresas contratadas pelo Tribunal.

Segundo os autos, parte dos pagamentos teria sido realizada por ordens bancárias avulsas, fora da folha salarial e utilizando a rubrica destinada a fornecedores. A suspeita é que empresas mantidas como prestadoras de serviços devolvessem parte dos valores a pessoas ligadas ao esquema.

A investigação também identificou saques em dinheiro e transferências para empresas e holdings patrimoniais, sob suspeita de ocultação de recursos.

O maior montante atribuído é o do presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida: R$ 15,44 milhões. A decisão aponta que os créditos bancários contrastam com os aproximadamente R$ 288 mil em remuneração ordinária divulgados no Portal da Transparência durante o período analisado. Ele teve a prisão preventiva decretada.

Na sequência aparece o conselheiro Guilherme Antônio Maluf, com R$ 10,64 milhões. Desse total, R$ 9,73 milhões teriam sido pagos por 64 ordens bancárias avulsas. A decisão também menciona sua atuação na suspensão dos contratos investigados.

Além da prisão preventiva de Sérgio Ricardo, os demais investigados foram submetidos a medidas cautelares, como afastamento das funções e proibição de contato entre os envolvidos. As providências buscam preservar a coleta de provas e evitar interferências na investigação.

Fonte: CLEMERSON SM

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