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Pivetta afirma que secretário deixou audiência para não acusar Silval
15 de Julho de 2026 as 18h 36min
Declaração reacende debate sobre VLT e atraso do BRT – Assessoria
Um dia após o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo Oliveira, deixar uma audiência pública na Assembleia Legislativa antes do encerramento, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que o auxiliar deveria ter permanecido na sessão e apresentado todos os esclarecimentos aos deputados estaduais.
Ao comentar o episódio, Pivetta disse que Marcelo interrompeu sua participação quando pretendia relacionar o escândalo de corrupção envolvendo as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ao cenário político das eleições municipais de Cuiabá em 2012.
Segundo o governador, essa era a manifestação que o secretário pretendia fazer antes de abandonar a audiência. “O que o Marcelo queria dizer é que teve eleição em 2012 e que o candidato do Silval Barbosa possivelmente tenha usado recursos também da corrupção do VLT”, afirmou Pivetta.
Em seguida, acrescentou que o secretário deveria ter permanecido na Assembleia. “Nós temos a obrigação de, quando somos convocados pela Assembleia, comparecer e prestar todos os esclarecimentos necessários”, declarou.
O governador também afirmou que a saída antecipada ocorreu porque Marcelo Oliveira não conseguiu concluir o raciocínio que pretendia apresentar aos parlamentares. “Às vezes a gente tem vontade de falar as coisas e não consegue falar. Acho que ele deveria ter falado tudo o que entendia ser necessário”, disse.
Ao defender o secretário, Pivetta retomou investigações conduzidas durante os desdobramentos do caso VLT. Na época, apurações levantaram suspeitas de que recursos desviados do esquema de corrupção poderiam ter abastecido campanhas eleitorais em Mato Grosso. Lúdio Cabral chegou a ser investigado, mas foi posteriormente absolvido pela Justiça por falta de provas que demonstrassem sua participação em qualquer irregularidade.
Apesar das declarações sobre o episódio envolvendo o VLT, nem o governador nem o secretário responderam aos questionamentos relacionados ao cronograma e ao aumento dos custos das obras do BRT. A audiência foi convocada justamente para discutir a execução do empreendimento, cujos contratos já ultrapassam R$ 530 milhões, embora ainda existam trechos sem contratação para a realização dos serviços.
Fonte: DA REPORTAGEM
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