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Sexta Feira, 09 de Outubro de 2026

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Pivetta defende modelo de Mato Grosso como referência para reformar o Brasil

08 de Outubro de 2026 as 04h 44min

Governador reeleito, Otaviano Pivetta defendeu, em entrevista à CNN Brasil

A experiência construída em Mato Grosso desde 2019, segundo Pivetta, ultrapassa os limites de uma política estadual e pode servir de laboratório para o Brasil.

A tese apresentada por ele, na CNN Brasil, em sua primeira entrevista nacional como governador reeleito parte de uma premissa simples: uma máquina pública mais enxuta, com contas equilibradas e foco em resultados, seria capaz de entregar mais sem ampliar a pressão sobre quem trabalha e paga impostos.

No centro dessa proposta está a responsabilidade fiscal. Pivetta defendeu que o Governo Federal controle despesas, evite o que classificou como gastos irresponsáveis e tenha disposição para enfrentar reformas que, na avaliação dele, são necessárias para destravar a economia brasileira.

“É isso que nós fazemos aqui em Mato Grosso e o que queremos para o Brasil. Precisamos de um Governo Federal que tenha responsabilidade fiscal, que não gaste de forma irresponsável e que tenha coragem para fazer as reformas de que o país precisa”, afirmou.

Entre as medidas usadas como exemplo estão o endurecimento das regras fiscais, a revisão de incentivos, a reedição do Fundo de Transporte e Habitação, o Fethab, e a reforma administrativa.

Na visão do governador, o objetivo não é simplesmente diminuir o Estado, mas fazer com que cada estrutura pública tenha uma função clara e produza resultados concretos.

A defesa de Pivetta também passa por uma mudança na lógica de funcionamento do poder público. Para ele, o Estado não pode se transformar em um fim em si mesmo, consumindo recursos que deveriam chegar à população em forma de serviços, infraestrutura e obras. “É preciso diminuir o tamanho da máquina pública, fazer o Estado custar e pesar menos sobre o trabalhador”, disse.

Na avaliação do governador, portanto, a discussão não se resume ao tamanho da máquina, mas ao seu propósito. A estrutura pública, afirma, precisa deixar de ser um obstáculo e voltar a funcionar como instrumento para melhorar serviços, executar obras e criar condições para o desenvolvimento.

“A máquina pública tem que servir para prestar os serviços e fazer as obras necessárias para o país prosperar, e não para ficar segurando, travando o desenvolvimento”, concluiu.

Fonte: DA REPORTAGEM

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