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Sexta Feira, 07 de Agosto de 2026

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PL ameaça expulsar prefeitos que criticarem Wellington Fagundes

07 de Agosto de 2026 as 14h 20min

Movimentação ocorre em meio ao agravamento das divergências - Foto: Divulgação

O Partido Liberal enfrenta um novo capítulo de tensão em Mato Grosso. O senador Wellington Fagundes articula, junto à direção nacional da legenda, a expulsão de prefeitos que declararam apoio ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta, aprofundando a divisão interna às vésperas da campanha.  

O senador Wellington Fagundes, candidato ao Governo do Estado, articula com o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, a expulsão de prefeitos que decidiram apoiar a candidatura de Otaviano Pivetta, do Republicanos.

Entre os nomes citados estão o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini; o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira; o prefeito Sérgio de Primavera do Leste e o prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia. Todos são filiados ao PL, mas anunciaram publicamente apoio ao projeto político de Pivetta.

A movimentação ocorre em meio ao agravamento das divergências dentro do partido, intensificadas após o acordo que garantiu à deputada estadual Janaina Riva, do MDB, espaço na mesma aliança de Wellington Fagundes para a disputa ao Senado. A composição contrariou parte da base do PL e provocou reações de lideranças que defendiam a manutenção da candidatura do senador José Medeiros.

Segundo informações de bastidores, a direção nacional teria estabelecido que filiados poderiam apoiar outros projetos políticos, desde que evitassem críticas públicas à candidatura de Wellington. No entanto, esse limite teria sido ultrapassado após manifestações públicas de alguns prefeitos.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, em entrevista coletiva na tarde de ontem. afirmou que “É um erro. Juntar Jayme, Riva, Emanuel, não ganha eleição. Isso é prova muito clara. Não ganhou em Cuiabá, não ganhou em Várzea Grande, não ganhou em Rondonópolis, não ganhou em Primavera. E não ganhará o Governo do Estado de Mato Grosso. Quanto mais juntar porcaria num grupo só, menos chance tem de ganhar. Se a intenção é perder, continua juntando essa turma toda aí”, afirmou.

Apesar da articulação, a possibilidade de expulsão ainda depende de eventual abertura de procedimento interno e de decisão da executiva nacional do PL. Nos bastidores, interlocutores lembram que outras ameaças semelhantes já foram discutidas anteriormente, mas acabaram não sendo levadas adiante.

As discussões também teriam alcançado outros nomes da legenda. Entre eles, a vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris, cuja candidatura proporcional chegou a ser ameaçada durante as conversas, embora lideranças tenham avaliado que uma medida desse tipo poderia comprometer a estratégia eleitoral do partido. O senador José Medeiros também é apontado como um dos possíveis alvos das articulações internas, mesmo contando com apoio de dirigentes nacionais.

Com a campanha eleitoral em andamento, a expectativa agora é saber se o conflito permanecerá restrito ao discurso político ou se resultará, de fato, em medidas disciplinares dentro do Partido Liberal.

Fonte: CLEMERSON SM

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