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Sexta Feira, 03 de Julho de 2026

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POBREZA: 130 mil pessoas no estado vivem com R$ 89 por mês

Desemprego e falta de auxílio são principais fatores

20 de Maio de 2021 as 15h 22min

Foto: Defensoria Pública

DA REPORTAGEM

G1-MT

 

Com o avanço da pandemia, aumentou a extrema pobreza entre a população. Em Mato Grosso, mais de 130 mil pessoas nesta condição. Um dos reflexos aparece no aterro sanitário de Cuiabá, onde, a cada dia, chega mais gente. A expectativa deste grupo é que o auxílio emergencial volte a ser pago pelo município.

De acordo com representantes do Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis do Aterro Sanitário de Cuiabá, o desemprego e a falta de auxílio fizeram o número de catadores mais que dobrar durante a pandemia. Muitas pessoas que perderam o emprego procuram sobreviver no aterro sanitário.

Para Flavio Ferreira, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), os catadores são invisíveis para sociedade. O Secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, disse, em uma audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que 130 mil pessoas vivem com R$ 89 por mês em Mato Grosso. Ou seja, isso reflete o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza no estado.

Especialistas explicam que o aumento dos preços dos produtos e do desemprego são fatores diretamente ligados aos altos índices de pobreza. Em abril, a Defensoria Pública de Mato grosso recomendou à Prefeitura de Cuiabá que voltasse a pagar auxílio emergencial no valor de R$ 500 aos catadores, além da entrega de cestas básicas e materiais de biossegurança.

A prefeitura explicou que nas próximas semanas serão instalados banheiros químicos, bebedouros e também vão aumentar o número de refeições e cestas básicas distribuídas no local. Sobre o auxílio, ainda está em fase de estudo sem data prevista para implantação.

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