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Pobreza menstrual afasta as estudantes das escolas
08 de Junho de 2022 as 06h 30min
Falta de conhecimento e informação geram certos tabus – Foto: Divulgação
A pobreza menstrual é definida pela falta de recursos básicos (absorventes ou coletores menstruais, sabonetes, água, papel higiênico, etc.) infraestrutura adequada (banheiros seguros e bem conservados) e conhecimento (quebra de tabus e preconceito sobre esse assunto) para que pessoas que menstruam tenham capacidade de cuidar de sua menstruação.
Os impactos da pobreza menstrual são, principalmente sociais sem infraestrutura e itens básicos de higiene, meninas deixam de ir às escolas e de participar de atividades de socialização. A falta de conhecimento e informação geram certos tabus em torno da menstruação, criando diversos tipos de preconceito. Muitas jovens têm vergonha de ir ao médico e desconhecem o funcionamento do próprio corpo. O mesmo aponta que a falta de cuidados com a menstruação pode causar alergia e irritação da pele e mucosas, infecções urogenitais (como a cistite e a candidíase).
Em entrevista à reportagem a vereadora de Sinop Professora Graciele (PT) autora de um projeto no município comenta que a ideia para começar o projeto sobre a pobreza menstrual que surgiu de sua vivência como docente e por ter presenciado muitas vezes as dificuldades que suas alunas encontravam.
“A ideia de desenvolver o projeto surgiu porque eu sou professora, e presenciei algumas vezes alunas adolescentes que faltavam na escola no período menstrual por medo de sofrer algum constrangimento na escola e por não ter absorventes higiênicos para utilizar. Então quando a gente tem um contato mais próximo e diário com as alunas você busca um diálogo com elas e acaba chegando à conclusão que você acaba tendo relato delas sobre esse tipo de dificuldade que se encontra no dia a dia. Portanto pensando nisso eu comecei a avaliar que as meninas faltam na escola por conta disso e aí elas acabam tendo um prejuízo no aprendizado, então por isso acaba precisando de uma solução”, disse.
Ela também relata sobre como essas mulheres e jovens podem ser ajudadas já que não têm acesso a produtos básicos de higiene.
“O ideal é que o poder Executivo, no caso a prefeitura, o governo do estado e o governo federal arquem com essa despesa, porque uma vez que essas pessoas paguem os impostos e que estão em condições de vulnerabilidades que não tem condições de adquirir esses itens. Como isso não acontece na sua totalidade, o poder público ainda não dá conta dessa demanda”, avalia. (VITÓRIA LOPES É ACADÊMICA DE JORNALISMO EM SINOP)
Fonte: VITÓRIA LOPES
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