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Prazo para aumentar chances de entrar no 1º lote do IR termina domingo
06 de Maio de 2026 as 05h 19min
Envio antecipado eleva probabilidade de restituição já em maio – Foto: Divulgação
Contribuintes que ainda não enviaram a declaração do Imposto de Renda 2026 têm até este domingo (10) para ampliar as chances de inclusão no primeiro lote de restituição. O pagamento está previsto para o dia 29 de maio, mesma data que marca o prazo final para a entrega do documento à Receita Federal.
Na prática, a regra é simples e conhecida: quem declara antes tende a receber antes, desde que não haja pendências no envio das informações. Erros, omissões ou inconsistências podem levar a declaração à chamada malha fina, o que adia o pagamento até que a situação seja regularizada.
Além da ordem cronológica de envio, alguns fatores aumentam a prioridade na fila de restituições. Entre eles, destacam-se o uso da declaração pré-preenchida e a opção por receber o valor via Pix. Quanto mais desses critérios o contribuinte atender, maiores são as chances de ter a restituição liberada já no primeiro lote. A Receita Federal ainda não informou oficialmente a data de consulta ao primeiro lote, mas, tradicionalmente, a lista de contemplados é divulgada cerca de uma semana antes do pagamento. Caso o padrão seja mantido, a consulta deve ser aberta em 22 de maio.
Neste ano, o calendário também traz uma mudança importante: o número de lotes de restituição foi reduzido de cinco para quatro. Assim, os pagamentos devem ocorrer em 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 28 de agosto, seguindo o cronograma previsto pelo Fisco. Mesmo com essa redução, a lógica de priorização permanece válida e segue critérios definidos em lei, independentemente da data de envio. Têm preferência idosos com mais de 80 anos, seguidos por idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave, contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério e aqueles que utilizam a declaração pré-preenchida e optam pelo recebimento via Pix. Os demais contribuintes entram na sequência.
O prazo final para envio da declaração do Imposto de Renda 2026 termina em 29 de maio, às 23h59min59s. Quem é obrigado a declarar e perder esse prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido. Outro ponto de atenção é que o prazo para optar pelo pagamento do imposto via débito automático, seja na primeira parcela ou em cota única, se encerra antes, no dia 10 de maio.
Apesar da vantagem de antecipar o envio, especialistas reforçam que a pressa não deve comprometer a qualidade das informações. Dados incorretos aumentam significativamente o risco de retenção na malha fina, o que pode atrasar ou até suspender a restituição. Por isso, a orientação da Receita Federal é revisar cuidadosamente todos os dados antes de concluir o envio e evitar deixar a declaração para os últimos dias, quando o sistema pode apresentar instabilidade devido ao alto volume de acessos.
Em 2026, o número de declarações retidas na malha fina tem sido maior, reflexo de mudanças no sistema de cruzamento de dados adotado pelo Fisco. A Receita deixou de considerar a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) e passou a utilizar, de forma mais ampla, as informações enviadas pelas empresas por meio do eSocial e da Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais (EFD-Reinf). Como diversas empresas — incluindo órgãos públicos — cometeram falhas no envio desses dados, mais contribuintes acabaram sendo impactados por divergências neste ano.
Nessas situações, a recomendação é que o contribuinte procure a empresa ou a fonte pagadora responsável pelas informações para solicitar a correção dos dados, permitindo a regularização da declaração junto à Receita. Enquanto isso não ocorre, a restituição fica retida.
A poucos dias do fim do prazo, o volume de declarações ainda está abaixo do esperado. Segundo balanço mais recente da Receita Federal, até as 17h57 desta segunda-feira (4), 18.979.807 contribuintes haviam enviado o documento, o que representa 43,1% do total de 44 milhões de declarações previstas para este ano. Isso significa que quase 60% dos contribuintes ainda não prestaram contas ao Fisco. Entre as declarações já entregues, 69,9% terão direito à restituição, 17,1% resultarão em imposto a pagar e 13% não terão valores a pagar nem a receber.
Fonte: DA REPORTAGEM
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