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Preço de fertilizantes segue acima da inflação; ureia acumula alta real de 149% em 10 anos
08 de Julho de 2026 as 09h 50min
Principais insumos continuam significativamente mais caros do que em 2016 – Foto: Divulgação
Apesar da queda observada nas cotações internacionais ao longo de 2026, os fertilizantes continuam custando muito mais do que há uma década.
Levantamento com base em dados do Banco Mundial mostra que os principais insumos agrícolas acumulam altas superiores à inflação dos Estados Unidos desde 2016, o que evidencia um aumento real dos preços e amplia a pressão sobre os custos de produção no agronegócio.
A ureia lidera essa valorização. No segundo trimestre de 2026, a cotação média internacional chegou a US$ 693,50 por tonelada, contra US$ 199,30 registrados em 2016. Mesmo após o desconto da inflação acumulada no período, a alta real é de 149,2%.
O aumento também é expressivo em outros fertilizantes. O DAP (fosfato diamônico) acumula valorização real de 57,5%, enquanto o TSP (superfosfato triplo) registra alta de 73,2%. Já o índice internacional de fertilizantes do Banco Mundial avançou 79% acima da inflação. O cloreto de potássio apresentou comportamento mais moderado, mas ainda acumula ganho real de 17,5%.
Segundo o levantamento, a inflação, sozinha, não explica a escalada dos preços. Entre 2016 e maio de 2026, a inflação norte-americana foi de aproximadamente 39,6%, percentual bem inferior às altas registradas pelos fertilizantes, indicando um aumento efetivo no custo internacional desses insumos.
Como os fertilizantes representam uma das principais despesas da produção agrícola, o encarecimento afeta diretamente a rentabilidade de culturas como soja, milho, café, algodão e cana-de-açúcar. Diante desse cenário, produtores precisam buscar ganhos de produtividade, melhores preços de comercialização ou rever investimentos para preservar as margens de lucro.
Fonte: DA REPORTAGEM
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