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Prefeito de Campo Novo do Parecis deixa PL e declara apoio à reeleição de Pivetta
17 de Agosto de 2026 as 04h 44min
Piaia rompe com partido de Wellington Fagundes em MT - Foto: Divulgação
A disputa pelo Governo do Estado ganhou um novo capítulo com a saída do prefeito de Campo Novo do Parecis, Edilson Piaia, do PL. A decisão foi comunicada ao partido nesta semana e veio acompanhada de uma declaração pública de apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta, do Republicanos.
“Não considero coerente permanecer em uma legenda que tem candidatura própria ao Governo do Estado enquanto meu apoio eleitoral está direcionado a outro caminho”, afirmou Piaia em carta enviada ao presidente estadual do PL, Ananias Filho.
A manifestação expõe uma das fissuras que começam a aparecer no campo político que apoia a candidatura do senador Wellington Fagundes. “É justo reconhecer que, justamente quando o Município mais precisou de apoio institucional, foi o Governo do Estado que compreendeu suas necessidades e esteve ao lado de Campo Novo do Parecis”, escreveu o prefeito.
Segundo ele, a relação construída entre a prefeitura e o Executivo estadual pesou diretamente na escolha de Pivetta. “Minha vida sempre foi pautada pela coerência, pela retidão e pela dignidade”, afirmou Piaia.
O prefeito disse que a decisão resulta de convicções políticas e administrativas, mas fez questão de preservar o reconhecimento à trajetória que construiu dentro do PL nos últimos anos. “Meu compromisso com o projeto nacional permanece intacto”, declarou.
Apesar da saída da legenda em Mato Grosso e do apoio a Pivetta na disputa estadual, Piaia afirmou que continuará trabalhando pelas candidaturas do presidente Flávio Bolsonaro e do senador José Medeiros.
REAÇÃO
A movimentação provocou reação imediata da direção estadual do PL. Ananias Filho afirmou que pediu ao prefeito a devolução dos recursos do Fundo Eleitoral destinados à campanha municipal de 2024, mas disse que Piaia se recusou a devolver os valores. “Não pode ficar no partido, tem que pegar o chapéu e ir embora. Eu pedi para ele devolver o dinheiro e ele falou que não vai devolver”, afirmou Ananias.
O dirigente disse que não chegou a calcular quanto foi repassado ao prefeito, mas admitiu que pretende controlar com mais rigor a distribuição de recursos nas próximas eleições. “Ele disse que já foi feita a campanha e que honrou o partido até onde estava”, relatou o presidente estadual.
A cobrança acrescenta uma dimensão financeira ao rompimento político e coloca o financiamento eleitoral no centro da disputa entre o prefeito e a direção partidária. “Não vai ter preocupação: quem não for com o partido será expulso”, afirmou Ananias.
Segundo ele, uma resolução nacional aprovada em março estabelece a possibilidade de punição para integrantes do PL que, durante a eleição, apoiem candidatos adversários da própria legenda. “Está com mandato, então tem que seguir o que foi aprovado em convenção”, acrescentou o dirigente.
Fonte: DA REPORTAGEM
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