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Domingo, 22 de Março de 2026

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Prefeitura de Lucas entrega medicamento contra doenças respiratórias

20 de Março de 2026 as 05h 32min

Rede pública inicia aplicação com foco neonatal – Foto: Reprodução

A rede municipal de saúde de Lucas do Rio Verde começou a aplicar o Nirsevimabe, anticorpo indicado para proteger recém-nascidos prematuros contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A primeira remessa foi entregue ao Hospital São Lucas na quarta-feira (18).

Voltado a bebês nascidos com até 36 semanas e seis dias, o medicamento atua na prevenção da bronquiolite e de outras infecções respiratórias graves, que lideram as causas de internação nos primeiros meses de vida.

Segundo a supervisora da Vigilância em Saúde, Cláudia Engelmann, a principal diferença está na forma de მოქმედação do imunizante. “As vacinas comuns estimulam o organismo a produzir anticorpos; o Nirsevimabe já é um anticorpo pronto, que protege o bebê imediatamente após a aplicação”, afirmou.

O VSR é considerado o principal agente de doenças respiratórias em crianças pequenas, com maior risco de complicações em menores de seis meses.

A distribuição ocorre em período estratégico, entre fevereiro e junho, quando há aumento da circulação viral, conforme destacou a gestora do Hospital São Lucas, Gabriela Refatti. “A vacina chega no momento oportuno, justamente quando temos maior incidência do vírus”, disse.

Na unidade hospitalar, são realizados cerca de 130 partos por mês, com índice aproximado de 10% de prematuridade. Nesta etapa inicial, seis bebês devem ser contemplados.

De acordo com a direção do hospital, a estrutura inclui leitos de UTI neonatal preparados para atender casos de maior complexidade. “Somos referência em partos no município e temos suporte para acolher prematuros. Ter acesso a esse anticorpo é fundamental para proteger esses bebês”, ressaltou Refatti.

O Ministério da Saúde iniciou a distribuição do Nirsevimabe em fevereiro de 2026, com o objetivo de reduzir internações e mortes associadas ao VSR. Dados oficiais apontam que, entre 2018 e 2024, mais de 83 mil hospitalizações foram registradas no país em decorrência do vírus.

Além do anticorpo para prematuros, o sistema público também disponibiliza vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana nas unidades básicas de saúde. A expectativa é incluir, em breve, crianças com comorbidades entre os grupos atendidos.

O custo elevado na rede privada também é citado como fator limitante. “Hoje, esse medicamento custa em média R$ 3.600 na rede particular. É um investimento importante do sistema público, que precisa ser valorizado”, concluiu a supervisora.

Fonte: DA REPORTAGEM

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