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Quarta Feira, 09 de Setembro de 2026

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Procurador falta à Assembleia pela terceira vez seguida

08 de Julho de 2026 as 08h 50min

Comissão cobra explicações sobre acordo com a Oi - Foto: Assessoria

Pela terceira vez consecutiva, o procurador do Estado Hugo Felipe Martins de Lima deixou de comparecer à Assembleia Legislativa de Mato Grosso para prestar esclarecimentos sobre o acordo firmado entre o Governo do Estado e a empresa de telefonia Oi S.A.

Convocado por decisão aprovada em plenário, o procurador deveria explicar os fundamentos jurídicos que embasaram a celebração do acordo entre o Estado e a operadora.

Como justificativa, Hugo Lima informou estar em licença-prêmio, benefício concedido ao servidor público em razão do tempo de serviço sem afastamentos, motivo pelo qual encaminhou apenas um ofício aos parlamentares.

“O procurador Hugo Lima foi convocado pelo plenário desta Casa para prestar informações sobre o caso Oi. Ele não compareceu e encaminhou um documento justificando sua ausência”, afirmou o presidente da comissão, deputado Wilson Santos.

Mesmo sem o depoimento presencial, a comissão decidiu conceder prazo de 15 dias para que o procurador responda, por escrito, aos questionamentos relacionados ao acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi S.A.

No ofício enviado à Assembleia, Hugo Felipe Martins de Lima reconheceu a convocação feita pelo Parlamento e informou estar à disposição para prestar os esclarecimentos considerados necessários, desde que por meio de manifestação escrita.

Segundo Wilson Santos, a convocação foi aprovada pelas lideranças partidárias para permitir uma análise detalhada dos aspectos jurídicos e financeiros que sustentaram o acordo firmado pelo Executivo estadual.

“O objetivo é avaliar os riscos jurídicos e financeiros considerados na celebração desse acordo, observando os princípios da legalidade, da transparência, da supremacia do interesse público e da segurança jurídica, além dos impactos financeiros para Mato Grosso”, destacou o parlamentar.

Fonte: DA REPORTAGEM

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