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Procurador se compromete a investigar próprio MPE
Borges disse que MPE é uma instituição séria e que vai se esforçar para esclarecer os fatos
25 de Julho de 2019 as 00h 00min

CLEMERSON SM
clemersonsm@msn.com
Depois do pedido da deputada Janaina Riva, ao presidente da Assembleia Legislativa para que o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, José Antônio Borges fosse até a ALMT prestar esclarecimentos sobre a denúncia de que membros do Ministério Público Estadual supostamente estariam envolvidos no esquema da Grampolândia, ele esteve reunido na terça-feira (23), e se comprometeu a investigar o caso.
O presidente Eduardo Botelho (DEM), disse que o procurador-geral foi muito esclarecedor em sua reunião com os líderes partidários. E que se comprometeu a investigar duramente o próprio MPE, inclusive contratando uma equipe de auditoria externa para apurar os fatos. “O procurador foi muito esclarecedor. Ele se comprometeu a fazer uma investigação muito dura em cima do próprio MPE. Ele disse que vai contratar uma auditoria externa para apurar os fatos revelados pelos réus no esquema e vai nos manter sempre informados”, disse Botelho.
Ainda de acordo com o presidente da ALMT, a possibilidade de abertura de uma CPI no Legislativo para também apurar o fato apesar de já ter sido levantada a possibilidade por um grupo de parlamentares, não tem nada definido. “Agora, se vai ter CPI ou não, não posso responder. CPI é composta por oito assinaturas. Se tiver oito deputados assinando, ela é aberta. No momento, me parece que não tem. Mas não posso garantir nada, porque isso com o tempo pode mudar”, acrescentou o presidente.
Mesmo se mostrando interessado em investigar o caso, o procurador-geral anda irritado com as críticas que vêm sendo desferidas ao Ministério Público. “O MPE é uma instituição séria, independente das pessoas que estão lá dentro e nós vamos fazer as investigações. Agora, prejulgar que houve grampolândia no MPE, alto lá! Vamos fazer o necessário para esclarecer os fatos. Se houve, terá responsabilização dos culpados”, afirmou.
Porém, Borges não descarta a possibilidade de afastamento dos membros do MPE que estão envolvidos. “Há possibilidade de afastar, mas primeiro tem que existir a real necessidade disso e a comprovação mínima para ocorrer no processo. O MPE não é o José Antônio, o Paulo Prado. É uma instituição criada pela democracia na Constituição de 1988. O MPE está acima das pessoas. Isso tem que ficar claro. Somos agentes políticos transitórios. Então, vamos investigar e fazer o que tem que ser feito. A instituição está acima das pessoas”, disse.
O procurador ainda fez questão de dizer ao término da reunião com os líderes partidários na Assembleia, que não vai pedir e nem interferir para que a CPI seja instaurada. “Não pedi nada. Até porque, isso é uma decisão política deles, não minha”, resumiu.
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