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Projeto leva atendimento médico até população indígena do Xingu
07 de Outubro de 2023 as 06h 14min
Projeto é realizado pelo curso de medicina da UFMT e parceiros – Foto: Assessoria
A liga acadêmica de Saúde Indígena da Universidade Federal de Mato Grosso de Sinop realizou a 7° expedição do projeto de extensão UFMT Xingu. Durante a viagem de três dias, a população de etnia Yudjá, da aldeia Tuba Tuba e aldeias vizinhas receberam atendimentos médicos na área de oftalmologia, pediatria, neurologia, clínica médica e consultas em odontopediatria.
Ao todo, cerca de 120 atendimentos médicos e 50 atendimentos odontológicos foram realizados, em crianças e adultos, além de uma pequena cirurgia. Os pacientes que necessitaram de tratamento, estão sendo acompanhados clinicamente por meio da regulação municipal de Sinop, em parceria com a Casa da Saúde Indígena.
O projeto de atendimento médico às populações remotas do Parque Nacional do Xingu acontece desde 2017, mas em 2019 ganhou reforço com a criação da liga, pelo curso de medicina da UFMT, com o apoio do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros e Óticas Carol Sinop.
Conforme o médico oftalmologista e professor, Douglas Yanai, o projeto cumpre com excelência a proposta de extensão da universidade com a sociedade, além de ser uma oportunidade única dos acadêmicos conhecerem culturas e hábitos de vida diferentes.
“É um projeto com uma grande logística, nos deslocamos pela estrada com equipamentos e durante os dias que estamos lá, ficamos na comunidade, convivendo e aprendendo com os habitantes locais. [...] neste momento estão sendo doados 31 óculos, após os exames oftalmológicos que realizamos, mas o número ainda vai aumentar após as cirurgias de catarata que iremos realizar”, destacou Yanai.
Segundo a médica e professora, Anna Letícia Yanai, o projeto também desenvolve a formação humanizada aos acadêmicos, com respeito à diversidade cultural.
“Um dos pilares do projeto é permitir que os alunos de medicina participem dessa experiência única, que traz enriquecimento cultural e humano, permitindo a formação de um médico mais sensível às diferentes necessidades dos pacientes, respeitoso com a diversidade existente em nossa sociedade, e preparado para as mais variadas situações profissionais e de vida. Enfim, é um aprendizado que nenhuma escola médica tradicional trará”, concluiu Anna Letícia.
Para a expedição, a configuração e tamanho da equipe é designada para não causar transtorno na rotina e hábitos dos locais atendidos. Durante a expedição deste ano, estiveram presentes 8 acadêmicos de medicina da UFMT-Sinop, além do médico oftalmologista, Dr. Douglas Yanai; a médica hematopediatra Anna Letícia Yanai, o neurologista, Dr. Fernando Garcia, a odontopediatra, Dra. Gessica Vasconcelos e equipe de apoio liderada por Elias Barbosa.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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