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PT aciona Justiça Eleitoral contra Casarin, sargento da PM em Sinop
25 de Fevereiro de 2026 as 04h 20min
Casarin processado pelo PT – Foto: Reprodução
O diretório estadual do PT acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) contra o sargento da Polícia Militar Dickson Soares Casarin, lotado no batalhão da corporação em Sinop, por publicações feitas nas redes sociais envolvendo críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legenda sustenta que o policial teria promovido propaganda eleitoral antecipada negativa ao associar o chefe do Executivo a organizações criminosas e ao narcoterrorismo em vídeos divulgados na internet.
Na representação, o partido afirma que parte do conteúdo divulgado seria descontextualizada e, em alguns casos, produzida com o uso de inteligência artificial, o que caracterizaria a disseminação de desinformação. O PT também aponta que as publicações extrapolariam a liberdade de expressão ao serem veiculadas por um agente público que, segundo a legenda, faz uso recorrente da imagem institucional da Polícia Militar.
Casarin atua como sargento da PM em Sinop e ganhou projeção nacional por meio das redes sociais, especialmente no Instagram, onde reúne mais de 300 mil seguidores. Em seus perfis, ele costuma divulgar o trabalho policial, relatando operações, abordagens e prisões realizadas pela corporação. Parte significativa do conteúdo é voltada a ações de combate à violência doméstica e a crimes contra mulheres, temas que frequentemente geram grande engajamento entre os internautas.
Para o PT, no entanto, a atuação digital do policial não se limita à divulgação institucional das atividades da PM. A legenda argumenta que o sargento se aproveita da ampla visibilidade nas redes sociais para construir capital político, com indícios de uma possível candidatura futura. A ação também destaca que Casarin aparece de forma recorrente fardado, em viaturas e utilizando símbolos oficiais da corporação em conteúdos de cunho político e ideológico, o que, na avaliação jurídica do partido, poderia configurar abuso de poder político e de autoridade.
No pedido encaminhado à Justiça Eleitoral, o PT solicita a retirada imediata das publicações consideradas irregulares, a proibição de novas postagens com uso da estrutura pública e a preservação dos dados relacionados aos conteúdos veiculados nas plataformas digitais.
Ao analisar o caso, o desembargador Marcos Henrique Machado determinou que os advogados do partido apresentem, no prazo de três dias, os links completos das postagens questionadas. Segundo o magistrado, a ausência das URLs impede a análise do mérito do pedido, uma vez que decisões judiciais envolvendo remoção de conteúdo na internet exigem a indicação precisa dos endereços eletrônicos. Caso a falha não seja corrigida, a ação poderá ser indeferida.
O sargento informou que irá ter acesso ao teor da ação junto à sua assessoria jurídica antes de se manifestar de forma mais detalhada. Ele adiantou que segue respeitando as diretrizes do alto escalão da PM, que vedam manifestações políticas com o uso da farda ou da estrutura institucional. Fora dessas condições, afirmou que continuará exercendo plenamente o direito à liberdade de expressão.
Fonte: DA REPORTAGEM
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