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Pulses e culturas especiais: opções para o MT atingir novos mercados
29 de Junho de 2022 as 06h 33min
Cultivo está abrindo um leque de novas possibilidades de mercado para os produtores rurais
Mato Grosso é destaque mundial na agricultura, especialmente em produção de soja, algodão e milho. Mas o cultivo dos pulses e culturas especiais está crescendo no estado e abrindo um leque de novas possibilidades de mercado para os produtores rurais.
“Precisamos ter alternativas para a segunda safra e quanto mais culturas, melhor e temos a possibilidade de desenvolvermos mercados que nem imaginávamos. No caso dos pulses, por exemplo, temos países asiáticos que são grandes consumidores e podem ser nossos clientes”, diz Ricardo Arioli, coordenador técnico do Famato Embrapa Show, realizado em Cuiabá.
Durante o evento, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apresentou alternativas para os agricultores como o amendoim, pulse cuja cultura será ainda mais impulsionada pela implementação de uma indústria no município de Nova Ubiratã, que deve consumir a produção de uma área de 30 mil hectares.
O feijão caupi é outra leguminosa que vem caindo no gosto do agricultor mato-grossense como opção de rotação e de receita. “O milho tem uma janela estreita e, aproveitando as chuvas, o produtor rural pode utilizar o cultivo do feijão nesta área”, diz Adão Cabral, pesquisador da Embrapa Meio Norte.
A cultivar adaptada a Mato Grosso, a BRS Imponente, atende à demanda dos mercados internacionais. São 125 mil hectares cultivados no estado. Nas culturas especiais, a área de gergelim está em crescimento em Mato Grosso.
“A cultura está em pleno avanço porque tem muitas utilidades para o gergelim. É interessante como rotação de cultura, mas precisa de empresas consumidoras no estado”, afirma Luiz Gonzaga Chitarra, pesquisador da Embrapa Algodão.
TRIGO
O trigo é uma cultura que vem sendo introduzida em Mato Grosso há alguns anos de forma gradual. Tradicionalmente cultivado no frio, já existem cultivares desenvolvidas pela Embrapa para o Centro-Oeste. “Há falta de trigo para abastecer o mercado interno brasileiro, então é uma oportunidade de expandir o cultivo para o Cerrado e suprir essa demanda”, afirma Anderson Ferreira, da Embrapa Trigo.
Há quatro cultivares recomendadas para o Cerrado: BRS 254, BRS 264, BRS 404 e BRS 394, tanto para cultivo irrigado como para sequeiro. Segundo Ferreira, as avaliações feitas no Centro-Oeste mostraram que com irrigação a produtividade foi de 160 sacas por hectare e, em sequeiro, 50 sacas por hectare.
“É importante lembrar que o trigo irrigado tem um pacote tecnológico mais caro e o de sequeiro, embora menos produtivo, também é rentável para o produtor”.
Como gargalos, o pesquisador aponta a doença bruzone, que pode acometer a cultura, e ainda políticas públicas para que o estado se desenvolva de forma a absorver a produção do trigo.
SOJA
A área de soja convencional cresce em Mato Grosso devido à rentabilidade observada pelo produtor rural nas últimas safras. O estado é responsável por 50% do plantio de soja convencional do Brasil, segundo o Instituto Soja Livre.
No Famato Embrapa Show, cinco cultivares foram apresentadas como opções para o plantio no estado: BRS 8381, BRS 8581 – variedades já consolidadas, a BRS MG 534 e os lançamentos BRS 7781 e BRS 7582.
“São cultivares que possuem características como resistência à ferrugem asiática, à nematoides de galha e de cisto, bem como materiais de ciclo curto e longo e alta produtividade”, explica Eduardo Vaz, gerente executivo do Instituto Soja Livre.
Variedades transgênicas também foram trazidas para o evento pela Embrapa. A BRS 5980 IPRO, com duas transgenias e resistência a glifosato e lagartas, e a BRS 7380 RR, com resistência ao glifosato.
Fonte: DA REPORTAGEM
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