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Quadrilha é procurada por outros roubos a bancos no mesmo estilo
22 homens participaram do assalto em Nova Bandeirantes e mais de 30 pessoas foram feitas reféns
20 de Outubro de 2021 as 08h 00min
Duas agências bancárias foram alvos de assaltantes em Nova Bandeirantes — Foto: Divulgação
A quadrilha que assaltou duas agências bancárias no estilo ‘novo cangaço’, em Nova Bandeirantes, é procurada por outros roubos a bancos na mesma modalidade, segundo o delegado Vitor Hugo Teixeira Bruzulato. De acordo com o delegado, os assaltantes têm histórico de crimes e as últimas ações do grupo foram no começo desse ano.
“Os suspeitos possuem antecedentes criminais, alguns com mandado de prisão em aberto e a grande maioria com histórico de crimes da mesma natureza, de roubo a banco nesse mesmo estilo. As últimas ações do grupo foram no começo desse ano”, disse.
Ainda segundo ele, os assaltantes são de Pernambuco e um dos quatro integrantes que estão foragidos é do Pará e fugiu do presídio. “A grande maioria do grupo é de Pernambuco. Um deles que está foragido é do Pará. Ele fugiu do presídio do Pará e tinha uma condenação de roubo a banco”, contou. A Polícia Civil concluiu o inquérito, na última semana, do maior assalto dos últimos dez anos em Mato Grosso.
Assaltantes atacaram duas agências bancárias, no dia 4 de junho deste ano, e mais de 30 pessoas foram feitas reféns por homens armados e que estavam usando roupas camufladas. Alguns moradores foram colocados nas carrocerias das caminhonetes usadas pela quadrilha.
O CASO
Imagens das câmeras de segurança mostram a sequência da ação. A câmera na calçada de um banco gravou a chegada dos bandidos. Cinco deles pulam da caminhonete, armados, apontando em todas as direções. Um deles fica na porta. O grupo atira na porta de vidro que leva ao espaço principal da agência e invade o lugar. Um pedestre vira refém.
“Eu pensei em tentar correr, mas era muita pressão em cima. ‘Venha, venha, venha. Eu vou atirar’. Mandaram eu tirar a camiseta, eu fui tirando a camiseta e fui a caminho ali da instituição onde me fizeram de escudo humano’, conta um morador.
Um dos criminosos foi direto falar com o funcionário e clientes foram agrupados no banco. Eles pedem que os reféns tiram a camisa e vão para a frente da agência bancária. As vítimas serviram de escudo humano durante toda a ação. Motoristas e pedestres que passavam na frente da agência também eram chamados para se tornar escudos. Os criminosos disparavam as armas a todo momento para aterrorizar os reféns.
Os assaltantes fugiram em caminhonetes e na saída de Nova Bandeirantes, colocaram fogo em um carro para bloquear a passagem e dificultar a perseguição. Eles foram para uma mata fechada. As buscas das equipes policiais a pé pela mata atrás dos criminosos duraram 58 dias.
O QUE SE DESCOBRIU?
O grupo criminoso chegou da região Nordeste do país. Segundo o delegado Vitor Hugo Teixeira, responsável pelo caso, os assaltantes tiveram cerca de 30 dias para planejar o roubo. Eles chegaram na cidade um mês antes e vídeos de circuito de segurança registraram os suspeitos frequentando lugares como uma conveniência e uma lojas de pneu. Cerca de R$ 800 mil foram roubados nas duas agências. Desse total, R$ 573 mil foram recuperados. Durante a ação policial, foram apreendidos 13 carros e 12 armas utilizadas no novo cangaço.
CRIMINOSOS
No total, 22 homens participaram do maior assalto dos últimos 10 anos em Mato Grosso. Desses, cinco assaltantes foram presos e quatro ainda estão foragidos. Outros quatro vão responder em liberdade. Nove morreram nos confrontos com a polícia em julho deste ano. Com os suspeitos foram encontradas roupas militares, armas e parte do dinheiro do roubo.
Fonte: DA REPORTAGEM
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