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Domingo, 08 de Novembro de 2026

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Quando não tratada, pode levar até à perda total da visão

19 de Abril de 2023 as 05h 41min

Diagnóstico é realizado durante o teste do olhinho – Foto: Divulgação

A catarata é a opacidade do cristalino, lente natural localizada na parte de trás dos olhos, que em seu estado normal, é transparente.

De acordo com dados coletados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em escolas de cegos no mundo, a doença é responsável por 8 a 23% de toda a cegueira infantil: na América Latina 8%, África 10%, Ásia 12% e Europa 23%.

O médico oftalmologista pediátrico, Diogo de Paula Soares, explicou que a doença pode se estabelecer ainda na gestação ou durante a infância e prejudicar o desenvolvimento normal da visão.

“O diagnóstico é realizado durante o teste do olhinho, quando o bebê apresenta o reflexo vermelho opaco. Deve ser feita uma avaliação detalhada da criança e o tratamento depende de como a doença é apresentada. Caso a camada branca não obstrua o eixo visual, é feito um acompanhamento periódico, já em situações de evolução que afetam a visão do paciente, o tratamento é feito por meio de cirurgia”, afirmou.

O médico destacou ainda, que quando de forma congênita, a catarata é resultado de infecções intrauterinas adquiridas pela mãe durante a gestação, como a toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e o herpes, também por erros genéticos ou metabólicos.

“Mais do que o tratamento da catarata é fundamental o acompanhamento com um especialista pediátrico para que a criança desenvolva a visão, porque nesse caso existe toda uma diferença na prescrição terapêutica. O principal sintoma da doença na infância é caracterizado pela baixa visibilidade, ou perda dela”, pontuou.

Caso não diagnosticada e tratada, a catarata resulta na ambliopia (perda parcial ou cegueira legal em crianças), causada quando o cérebro ignora a imagem de um dos olhos, afetado por conta da redução da visão.

Além disso, pode ser desenvolvido o estrabismo, que causa olhar desalinhado, além do nistagmo, caracterizado pelo tremor ocular.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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