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QUARESMA FRUSTRANTE: Piscicultores temem futuro da atividade
Quarentena e medidas restritivas no comércio retraíram vendas
23 de Abril de 2020 as 12h 30min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
Programar a produção de olho no crescimento expressivo da demanda durante a quaresma. Para muitos piscicultores, as semanas que antecedem a Páscoa representam o principal momento do ano. Afinal, a procura por pescado chega a aumentar entre 30% e 50% dependendo da região, segundo a Peixe BR – Associação Brasileira da Piscicultura.
Mas em tempos de pandemia, com o funcionamento do comércio limitado e a realização de feiras proibidas em muitos estados (entre eles Mato Grosso), as vendas frustraram as expectativas e os tanques permaneceram cheios. A estimativa da Associação dos Aquicultores de Mato Grosso (Aquamat) é que algo em torno de 400 a 500 toneladas de peixes deixaram de ser comercializadas nesta quaresma. E os pequenos produtores foram os mais afetados.
Piscicultor e secretário da Aquamat, Robson Moreira diz que cerca de 90% dos produtores não vão conseguir fazer nenhuma venda nesta quaresma e que os impactos de agora devem gerar reflexos a médio e longo prazos para o setor. “Todo esse peixe que não foi vendido agora, terá que ser vendido num prazo de 1 a 3 meses, porque os alevinos já estão no berçário e os tanques já precisam ser repovoados. Então, isso vai quebrar todo o ciclo da piscicultura, impactando a quaresma do ano que vem, pois talvez muitos produtores não tenham peixes prontos para ofertar lá na frente”, avalia.
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