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Quem tem a preferência na rotatória?
No trânsito, nem todo mundo tem ciência da sua posição correta
29 de Julho de 2021 as 07h 00min
Rotatória em Nova Mutum: algumas mais tranquilas que outras – Foto: Studiomega
Você já ficou na dúvida sobre quem tem preferência na rotatória? Também conhecidas como rótulas ou giradouro, as rotatórias fazem parte da vida de todo motorista.
Dirigir é, para muitos, uma arte. Só nos últimos três anos, o Brasil teve uma média anual de 2 milhões de novos emplacamentos. Apesar do arrefecimento nas vendas, tudo indica que estamos, mais uma vez, retomando o ritmo de crescimento econômico. E isso indica que o número de emplacamentos voltará a crescer. Resultado: teremos mais carros nas ruas que disputarão a preferência na rotatória.
E o que você tem a ver com isso? Muita coisa, sobretudo se for um motorista frequente, pois mais carros nas ruas indica que teremos de ter maior atenção, cautela e, sobretudo, perícia. E nesse imenso Brasil, temos um trânsito um tanto diverso, com características muito diferentes de uma cidade para outra.
Há cidades muito bem servidas com excelentes autoestradas. E há aqueles em que as rotatórias são indissociáveis até do mais breve passeio. Palmas, por exemplo, é bem conhecida pelo alto número de rotatórias. Pelos cálculos oficiais, a cidade tem uma, a cada 500 metros.
E já que falamos nas rotatórias, temos que dizer que nem todos conhecem as regras de trânsito das “bolinhas”. Talvez por isso elas alimentam opiniões favoráveis e desfavoráveis a respeito de sua eficácia. Alguns advogam que elas ajudam a trazer mais segurança a pedestres e motoristas. Outros defendem a tese de que, na verdade, elas aumentam o caos na medida em que pioram a dirigibilidade nas ruas.
O pior de tudo: ambas as posições estão corretas. Dependendo de onde e como é feita, ela pode aliviar ou piorar o tráfego. É por isso que é necessário fazer todo um estudo de viabilidade antes de se implementar uma rotatória.
Por exemplo: não se recomenda a instalação de uma onde há grande fluxo de pedestres; também é desaconselhado nas vias onde, no horário de pico, existe a necessidade de faixas reversíveis; ou em pontos onde passam muitos veículos de grande porte; e ainda nos encontros de vias onde uma tem volume muito maior do que a outra (isso faz com que a que tem menor movimentação fique quase parada).
VANTAGENS E DESVANTAGENS
Entre as vantagens das rotatórias, a principal delas, apontada por especialistas, é a questão da segurança. De acordo com um estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), elas têm “poucos pontos de conflito” – e nesses pontos a velocidade já está naturalmente menor; evitam acidentes nas conversões à esquerda; tornam mais simples as decisões a serem tomadas no ponto de entrada; e há proteção aos pedestres nas “ilhas divisórias” – quando estas são previstas no projeto inicial de construção.
O mesmo estudo também traz algumas desvantagens. “Descontentamento dos motoristas devido ao atraso provocado pela geometria da rótula – que força um desvio dos seus veículos da linha reta; quando ocorre um aumento de filas, motoristas tendem a forçar sua entrada com gaps menores, ocasionando atraso em outros caminhos e aumentando número de pequenos acidentes”.
Em alguns casos, a construção das rótulas pode ser mais dispendiosa se comparado à instalação de semáforos.
REGRAS DE CIRCULAÇÃO
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que o veículo que já está circulando, em tese, terá preferência na rotatória. O artigo 29 do CTB é bem claro: “no caso de rotatória, [tem preferência] aquele que estiver circulando por ela”.
Mas há uma ressalva, pois essa orientação vale desde que não haja outra sinalização local orientando em contrário. Nas palavras do advogado e consultor de trânsito Marcelo Araújo: “segundo as regras de circulação, há preferência de passagem por aqueles que circulam pela rotatória, salvo se sinalização estabelecer forma diversa”.
ULTRAPASSAGEM?
Sim, é possível fazer ultrapassagem dentro de uma rotatória. Mas não é o recomendado, sobretudo se ela for pequena, uma vez que a mudança de faixa, ali dentro, pode ocasionar colisões. Mas se ela for extensa, aí tudo bem, desde que seja respeitada a sinalização das faixas em solo (contínua, tracejada, etc.).
As regras de punição para quem circula de maneira incorreta nas rotatórias são as mesmas. Ou seja, em nada diferem daquelas vigentes a qualquer outra via pública.
Fonte: DA REPORTAGEM
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