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RADARES MÓVEIS - Sindicato da PRF vai à Justiça contestar decreto nacional
19 de Agosto de 2019 as 00h 00min
O impasse sobre os radares vem desde abril — Foto: TVCA/Reprodução
DA REPORTAGEM
Um decreto do presidente da República publicado na quinta-feira (15) no Diário Oficial da União suspende o uso dos radares móveis nas rodovias federais. O Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais deve recorrer à Justiça contra a medida.
A reavaliação do uso dos radares será feita pelo Ministério da Infraestrutura e não há prazo definido para a volta da fiscalização. No despacho do presidente, a justificativa é evitar o desvirtuamento e a utilização meramente arrecadatória dos instrumentos. O impasse sobre os radares vem desde abril.
O presidente Jair Bolsonaro já havia dito que gostaria de acabar com este tipo de fiscalização. Chegou a suspender a instalação dos aparelhos. Mas uma decisão da Justiça determinou que a União não poderia retirar radares eletrônicos.
Depois disso, o governo firmou acordo com o Ministério Público Federal (MPF) se comprometendo a instalar novos radares em rodovias federais. Em Mato Grosso, serão nos trechos de travessia urbana nas BRs 070, 174 e 364. Em Mato Grosso são 9 radares portáteis usados nos pontos identificados como críticos, onde há altos índices de acidentes graves.
O Ministério da Justiça já determinou que a PRF cumpra a decisão presidencial e recolha os equipamentos até a reavaliação e regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica e que a área técnica colabore nesse trabalho. Para o presidente do sindicato dos policiais rodoviários federais, Átila Calonga, os radares são instrumentos que salvam vidas. O sindicato vai entrar com uma ação judicial para reverter a determinação.
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