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Segunda Feira, 13 de Abril de 2026

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Reabertura de postos de pesagem de cargas pode prejudicar a logística

08 de Março de 2024 as 15h 53min

Governo do Estado anunciou instalação de postos de pesagem de cargas na MT-235 – Foto: Divulgação

A reativação das balanças entre eixos nas praças de pedágio nas rodovias estaduais de Mato Grosso pode prejudicar o escoamento de grãos e afetar a renda de caminhoneiros. A pontuação é da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). No dia 4 de março uma audiência pública na Assembleia Legislativa, para debater o assunto, reuniu representantes do setor produtivo e do transporte do estado.

A audiência foi requerida pelo deputado Gilberto Cattani (PL), após o governo do estado anunciar ainda para este ano, a instalação de postos de pesagem de cargas na MT-235, no trecho entre Nova Mutum a Santa Rita do Trivelato e de Campo Novo do Parecis a Sapezal.

A notícia não agradou os produtores rurais, associações e sindicatos. Conforme a avaliação dos setores envolvidos, a reativação das balanças entre eixos não tem viabilidade. O presidente do Sindicato da Empresas de Transportes de Carga no Estado de Mato Grosso (Sindmat), Eleus Amorim, ressaltou que hoje o peso das carretas é controlado por lei federal.

“Estamos falando de um estado agrícola, onde o transportador rodoviário de carga cumpre a lei do peso bruto total, isso nós concordamos. Agora, o governo do estado querer reativar as balanças para multar o excesso do peso entre-eixo, que às vezes acontece da carga móvel, ou grão se movem dentro da carreta, e acusar um pequeno excesso, e isso somos contra”, disse Eleus Amorim.

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, pontuou durante a audiência pública que no caso do produtor rural os pequenos serão os principais prejudicados, uma vez que não possuem estrutura de armazenagem ou colheitadeiras com balanças, tendo assim que reduzir a carga para terem a certeza que não estão ultrapassando o limite.

Outro ponto levantamento pela Aprosoja-MT foi quanto a questão da umidade dos grãos, onde o mesmo volume de carga pode apresentar pesos diferentes. “Sem dúvida, vai precisar de mais caminhões, o que vai aumentar ainda mais o tráfego e aumentando o desgaste dessas rodovias”, pontuou Lucas Beber. Ele ainda alertou que tal ação traz ainda o risco de caminhões ficarem parados nas filas de balanças, reduzindo a renda dos motoristas.

Fonte: DA REPORTAGEM - Canal Rural

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