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Sábado, 28 de Fevereiro de 2026

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REDUÇÃO: Mato Grosso tem 3 mil orelhões, sendo que 281 não funcionam

Do total de orelhões existentes no estado, 281 não estão aptos para fazer ligações

18 de Novembro de 2019 as 08h 30min

Segundo a Anatel, cerca de 77% dos orelhões no país devem ser retirados – Foto: Divulgação

DA REPORTAGEM

 

Mato Grosso tem 3.029 cabines de orelhões públicos distribuídos nos 141 municípios no estado. Do total, 281 dos orelhões não estão aptos para fazer ligações e precisam de manutenção. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), cerca de 77% dos orelhões do país devem ser retirados das vias públicas até o ano que vem, apenas mantendo o serviço em lugares com fluxo de pessoas.

A Anatel não tem a previsão de quantos orelhões devem ser retirados das ruas em Mato Grosso. A retirada fica a critério das operadoras de telefonia. As concessionárias iniciaram a retirada de orelhões não mais obrigatórios. Até o final de 2019, estima uma redução de mais da metade de orelhões existentes instalados.

Os orelhões retirados das vias devem ser levados para os laboratórios da empresa para o reaproveitamento dos aparelhos. A redução é prevista devido ao novo Plano Geral de Metas (PGM), aprovado em 2018, para a universalização do serviço telefônico fixo público.

As concessionárias não têm mais obrigação de manter orelhões a cada 300 metros nas localidades atendidas com acesso individual e da obrigação de garantir a densidade de quatro orelhões para cada mil habitantes por município.

As operadoras de telefonia devem ativar e manter orelhões para atender os estabelecimentos de ensino regular, como os de saúde, de segurança pública, bibliotecas e museus públicos, órgãos do Poder Judiciário, Executivo e Legislativo, órgãos do Ministério Público e órgãos de defesa do consumidor, terminais rodoviários, aeródromos e áreas comerciais de significativa circulação de pessoa.

Sobretudo, as pessoas que ainda precisam utilizar o telefone público, reclamam da dificuldade de adquirir o cartão telefônico para fazer as ligações nas cabines. O objeto que permite efetuar ligações não está sendo mais comercializado com frequência. Devido a isso, as pessoas reclamam que não tem utilidade o orelhão, às vezes, somente para fazer ligações a cobrar ou para serviços públicos de urgência.

Uma das quatro prestadoras no país informou que a utilização do orelhão está diminuindo a cada ano em razão do aumento do número de telefones móveis. Em consequência disso, a agência reguladora – Anatel – introduziu algumas mudanças no novo Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) prevendo a retirada de orelhões subutilizados pelas operadoras de telefonia fixa que atuam no Brasil (Oi, Telefônica, CTBC e Sercomtel).

Ainda de acordo com a Anatel, nos demais locais sem fluxo de pessoas devido aos serviços e entidades públicas, os orelhões podem ser retirados pela prestadora. No caso de algum estabelecimento que se enquadre na obrigatoriedade e não tenha orelhão instalado, mediante solicitação, à concessionária responsável deverá providenciar a instalação de uma cabine telefônica.

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