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RELEMBRE A história de 4 deputados que morreram durante o mandato
Parlamentares tiveram os trabalhos no Legislativo do Estado interrompidos
23 de Março de 2021 as 07h 24min
Parlamentares morreram durante o exercício do mandato na AL – Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
Desde o período de redemocratização do país, pelo menos quatro deputados estaduais de Mato Grosso morreram durante o exercício do mandato, seja por doença ou acidente.
Deputado constituinte, o médico Sebastião Alves Júnior saiu de Barra do Garças para integrar a 11ª legislatura da Casa de Leis. Eleito em 1986, ele foi autor da lei que criou o município de Matupá. Ele morreu três anos depois, em 5 de fevereiro de 1989, aos 41 anos, antes mesmo da promulgação da Constituição do Estado de Mato Grosso – que ocorreu exatos oito meses depois.
O deputado faleceu quando passava um período de férias ao lado da família, no Rio de Janeiro, para descansar da campanha eleitoral e tentar superar a morte da mãe, que era recente. Ele foi atropelado em um domingo de Carnaval, quando tentava pegar um táxi em uma avenida na Tijuca. Segundo a viúva, Malba Thania, eles estavam acompanhados de dois dos filhos e de um casal de amigos no momento do acidente. Sofreu múltiplas fraturas e foi levado às pressas para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
QUEDA DE AVIÃO
Quase 10 anos depois, mais uma tragédia interromperia a trajetória política de outro deputado estadual. Era Jorge Antônio de Abreu, representante de Sinop e que integrou a 13ª legislatura da Assembleia. Engenheiro agrônomo por formação, Abreu entrou para a política estimulado pelo pai e morreu quando fazia campanha pela reeleição, em 18 de setembro 1998, aos 44 anos.
Na época, o deputado estava a bordo de um monomotor que deveria levá-lo de Jauru para Comodoro. O avião caiu próximo à pista, logo após a decolagem, de uma altura de aproximadamente 300 metros.
Reportagens da época relatam que o monomotor pegou fogo e, em seguida, explodiu. Além de Abreu, morreram o então presidente regional licenciado do PMN, Ronald Borges, e o piloto da aeronave, João Figueiredo Filho. O parlamentar deixou a esposa, Sinéia de Abreu – que chegou a ser vice-prefeita de Sinop (2001-2004) e vereadora do município nos anos seguintes – e três filhos.
INFARTO
O Legislativo mato-grossense voltou a sofrer uma perda de um parlamentar durante o mandato em 10 de dezembro de 2014. Naquele dia, morreu o deputado e apresentador de televisão Walter Rabello.
O parlamentar, que havia sido reeleito dois meses antes para iniciar o seu terceiro mandato na Casa de Leis, sofreu um infarto em casa e chegou a ser encaminhado para o Pronto-Socorro de Cuiabá onde os médicos tentaram reanimá-lo, mas sem sucesso. Rabello morreu aos 48 anos, deixando a esposa e cinco filhos.
COVID-19
O mais recente a ter o mandato interrompido foi o deputado Silvio Fávero, que no último dia 13 morreu vítima da Covid-19, aos 54 anos, após passar nove dias internado. Fávero era advogado por formação e foi vice-prefeito de Lucas do Rio Verde antes de assumir uma cadeira na Assembleia.
Polêmico, o parlamentar ganhou ainda mais notoriedade durante a pandemia do novo coronavírus ao se posicionar contra as medidas de isolamento e defender a não obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 – inclusive tendo apresentado um projeto de lei sobre a matéria, em fevereiro. O parlamentar deixou a esposa e três filhos.
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