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Domingo, 11 de Outubro de 2026

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Reserva de emergência ajuda proteger o orçamento de vários imprevistos

06 de Setembro de 2026 as 06h 27min

81% dos consumidores inadimplentes usaram crédito para quitar dívidas no último ano – Foto: Divulgação

Uma despesa médica, um conserto inesperado ou a perda temporária de renda são situações capazes de desequilibrar o orçamento. A reserva de emergência funciona como uma proteção para esses momentos, permitindo lidar com gastos que não estavam previstos sem comprometer imediatamente outros objetivos financeiros.

O tema ganha relevância diante do cenário de endividamento. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, divulgada recentemente, aponta que 81% dos consumidores inadimplentes utilizaram crédito para quitar outras dívidas no último ano. O dado reforça a importância de se preparar financeiramente para períodos de maior pressão sobre o orçamento.

Para a coordenadora de Análise e Planejamento Financeiro do Banco Mercantil, Jéssica Maciel, uma referência comum é manter uma reserva capaz de cobrir de três a seis meses das despesas recorrentes. O cálculo deve partir dos gastos essenciais, como moradia, alimentação, saúde e contas básicas, e considerar a realidade financeira de cada pessoa.

“A constituição desse fundo é o ponto de partida de qualquer planejamento financeiro. Antes de pensar em investimentos de longo prazo, é fundamental mapear os gastos essenciais mensais e priorizar aplicações de liquidez imediata. Dessa forma, a pessoa garante recursos disponíveis para cobrir imprevistos sem precisar recorrer a empréstimos ou linhas de crédito no mercado”, afirma.

ONDE GUARDAR A RESERVA?

Tão importante quanto definir o valor é escolher onde manter o dinheiro. Como não é possível prever quando uma emergência acontecerá, a reserva deve estar em aplicações que permitam acesso rápido aos recursos e tenham baixo risco. Tesouro Selic e CDBs com liquidez diária estão entre as alternativas que podem cumprir essa função, consideradas as características e condições de cada produto.

Segundo Jéssica, a lógica é diferente daquela utilizada para investimentos voltados à formação de patrimônio no longo prazo. “Na reserva de emergência, buscar a maior rentabilidade não deve ser o principal objetivo. Esse dinheiro precisa estar acessível quando necessário. Por isso, é importante avaliar principalmente segurança e liquidez antes de escolher onde aplicar”, explica.

Outro ponto é não confundir emergência com despesas previsíveis. IPVA, IPTU, matrícula escolar, viagens e outros compromissos que já fazem parte do calendário devem ter um planejamento próprio. Separar esses recursos evita que a reserva seja consumida por gastos que poderiam ter sido antecipados.

Para quem precisa recorrer à reserva, a orientação é reorganizar o orçamento e retomar as contribuições assim que possível. A construção deste colchão financeiro é um processo contínuo e pode ajudar a reduzir a vulnerabilidade diante de imprevistos, além de favorecer uma relação mais planejada e sustentável com o dinheiro. Quando pensamos em planejamento financeiro, o primeiro degrau a ser alcançado é justamente constituir a reserva de emergência.

“Ter uma reserva não significa eliminar os imprevistos, mas estar mais preparado para enfrentá-los. É uma ferramenta de organização que dá mais autonomia para tomar decisões financeiras em momentos de dificuldade, sem necessidade de recorrer a um crédito no mercado”, conclui a especialista do Banco Mercantil.

Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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