Olá! Utilizamos cookies para oferecer melhor experiência, melhorar o desempenho, analisar como você interage em nosso site e personalizar conteúdo. Ao utilizar este site, você concorda com o uso de cookies.

Terça Feira, 07 de Abril de 2026

Noticias

“Rua do Medo: 1666” resolve mistérios, mas perde brilho com bagunça no século 17

24 de Julho de 2021 as 07h 32min

Volta ao passado é tropeço na trilogia de terror – Foto: Divulgação

Depois de introduzir os problemas sobrenaturais que afligem a cidade de Shadyside em 1994 e entregar um pouco mais de sua mitologia em 1978, a trilogia Rua do Medo deixa para 1666, sua parte 3, a incumbência de resolver o mistério central e amarrar todas as pontas soltas. Justiça seja feita, o filme resolve isso, mas não entrega muito além. 

No longa, Deena (Kiana Madeira) é transportada para as memórias dos últimos dias da misteriosa bruxa Sarah Fier, no século 17. Ela vive no condado de Union, ainda longe das divisões entre Shadyside e Sunnyvale, cercada por colonos interpretados por outros atores que já vimos na saga, como Olivia Welch, Sadie Sink e Fred Hechinger – uma decisão acertada da diretora e co-roteirista Leigh Janiak, visto que o elenco é, desde o início, um dos pontos fortes da trilogia, e identificar antepassados de personagens que já vimos ajuda a trazer o espectador para dentro do filme mais rápido.

1666, no entanto, demora a se encontrar. É clara a inspiração em A Bruxa (2015), filme de Robert Eggers estrelado por Anya Taylor-Joy, mas o filme não consegue reproduzir a sua atmosfera de suspense psicológico e horror contido. Tampouco ajuda o estranhamento causado pelos forçados sotaques europeus do elenco.

A impressão é a de que estamos vendo jovens do século 21 reproduzindo o que consideram ser a vida de séculos atrás, como numa reencenação de feira medieval.

Toques modernos em produções de época podem ser detalhes bem-vindos, como acontece em Dickinson, série do Apple TV+, mas Rua do Medo: 1666 não consegue alcançar esse equilíbrio tênue que vem do não se levar tão a sério assim.

A situação melhora quando, em sua metade, o filme começa a resolver seu mistério com uma reviravolta interessante, e retorna a 1994, para o confronto final que põe Deena, seu irmão Josh (Benjamin Flores) e C. Berman (Gillian Jacobs) mais uma vez cara a cara com os maníacos que os perseguem. É a deixa para uma festa de neon e sequências divertidas envolvendo armadilhas e, claro, mais sangue.

O desfecho é satisfatório e, como trilogia, Rua do Medo teve mais altos do que baixos. Mas depois de três semanas consecutivas dedicadas a ela, não deixa de ser frustrante a sensação de que a história está fadada a se repetir – e muito em breve, dado o sucesso dos filmes na Netflix.

Fonte: DA REPORTAGEM - com Omelete

Veja Mais

Polícia Civil reconhece apoio da CDL na implementação da DRACO

Publicado em 07 de Abril de 2026 ás 12h 23min


Pivetta anuncia coronel Susane Tamanho na SESP

Publicado em 07 de Abril de 2026 ás 11h 25min


Kits de apicultura reforçam segurança e impulsionam produção de mel em Lucas

Publicado em 07 de Abril de 2026 ás 10h 22min


Jornal Online

Edição nº1773 - 08/04/2026