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SÓ EM DINHEIRO: AL não derruba veto e pedágios não aceitarão cartões como pagamento
O veto do governador Mauro Mendes ao projeto foi mantido pela Assembleia Legislativa
27 de Fevereiro de 2020 as 07h 00min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
Na contramão de outros estados, que aceitam cartão de débito e crédito para pagar a tarifa do pedágio, Mato Grosso continua aceitando apenas o pagamento em dinheiro em rodovias concedidas a iniciativa privada. O veto do governador Mauro Mendes ao projeto foi mantido pela Assembleia Legislativa.
O projeto, que visava permitir o pagamento de pedágios em cartões de crédito e débito, é de autoria do deputado estadual Silvio Fávero. No texto, o parlamentar observa que o modelo de cobrança não está isento de problemas, uma vez que os usuários e outros estudiosos do setor criticam a falta de opção.
Na prática, o projeto de lei altera e acrescenta dispositivos à Lei nº 8.620/2006, que institui tipos restritos de cobrança. Fávero afirma que é necessário facilitar a vida dos consumidores. A proposta estabelece também que as concessionárias operadoras das rodovias estaduais ficam obrigadas a emitir e armazenar eletronicamente Nota Fiscal (NFS-e) relativa ao serviço prestado.
De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SBC) de 2017, o cartão de crédito e débito é a opção de pagamento preferida de 4 a cada 10 brasileiros. A falta de opções no pedágio, por exemplo, pode pegar os motoristas de surpresa.
Foi o que aconteceu com a empresária Elisandra Curvo, que costuma dirigir bastante em estradas. “Se tivesse cartão, facilitaria a nossa vida. Porque às vezes a gente não tem a grana ou esquece, como aconteceu comigo, que várias vezes já me esqueci de sacar e passa aperto”, aponta.
Quando o motorista não tem o valor exato da tarifa, precisa retornar ou esperar que alguém lhe empreste dinheiro, o que gera transtornos. Elisandra relembra que há cerca de um mês, de passou por essa situação, na estrada de Jangada.
“Já aconteceu lá em Jangada, em que esqueci e fiquei esperando um rapaz, que me emprestou o dinheiro e depois disse para depositar”. Sobre o valor cobrado, a empresária reconhece o serviço prestado pela Rota do Oeste, na BR-163. “Quando eu precisei do trabalho deles foi muito rápido. Às vezes a gente reclama, mas eles foram bem eficientes”.
Ela já precisou da ajuda da concessionária, quando o motor do seu veículo estragou a caminho de Rondonópolis. “Meu celular não funcionou e um rapaz ligou para a Rota. Em 10 minutos levaram o guincho e foram muito educados”, disse.
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