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SAÚDE: Hanseníase é subnotificada e não há medicamento em MT

Vítimas se afastaram dos postos; rede pública não tem medicamento para tratamento

19 de Janeiro de 2021 as 10h 22min

​​​​​​​Casos subnotificados de hanseníase no estado – Foto: Divulgação

DA REPORTAGEM

 

À frente da desconfortável liderança do ranking nacional em hanseníase, Mato Grosso enfrenta duas situações complicadas nessa área, que contribuem para o agravamento de seu cenário hiperendêmico: a subnotificação de casos, por conta da pandemia do coronavírus, e o desabastecimento do Cloridrato de Minociclina 100 mg, medicamento no combate ao Mal de Hansen e fabricado na Índia.

Essa situação agrava ainda mais a Saúde Pública e deixa vulneráveis pacientes que sofrem interrupção do tratamento.

Com base em número de 2019, Mato Grosso lidera o ranking nacional, com 77,5 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, enquanto a média brasileira é de 10,1 casos para igual grupo.

Os números parciais de 2020 não devem ser considerados, pois o ano foi caracterizado pela subnotificação, uma vez que portadores da doença e os que apresentaram sintomas da mesma evitaram os postos de saúde, por orientação de autoridades sanitárias e pelo temor generalizado diante da pandemia.

Desde março de 2020, os postos de Saúde que atendem portadores ou suspeitos de terem contraído a doença, estão às moscas, praticamente sem procura.

Para agravar, em meados do ano, o Ministério da Saúde alertou que, em razão da pandemia da Covid-19, a Índia suspenderia a exportação de Minociclina, o que atingiria Mato Grosso diretamente. Esse problema não é escondido por autoridades mato-grossenses, que, ao contrário, o denunciam.

Em Várzea Grande, Marcelo Vieira, que responde pelo Programa de Combate à Hanseníase, disse que o desabastecimento se arrasta há algum tempo, o que da questão vai muito além daquela cidade.

Cícero Fraga, que coordena o programa estadual de enfrentamento da doença, também admite o esvaziamento das prateleiras. O pior é que não se sabe ainda quanto tempo mais durará a falta do medicamento, que é distribuído pelo Governo Federal.

Dentro do possível, Mato Grosso tenta ampliar sua presença do combate à doença e na assistência aos sequelados. Em novembro, a Secretaria de Estado de Saúde firmou um termo de cooperação técnica com a ong Aliança Contra a Hanseníase, para fortalecimento do programa “Mato Grosso em Redes: Cuidado Integral em Hanseníase”.

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