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SAFRA 2021/22: Compra de insumos alcança volume recorde no estado
Agricultores enxergam relação de troca mais atrativa que em anos anteriores
05 de Novembro de 2020 as 12h 00min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
No campo, o plantio lento da atual safra de soja concentra a atenção (e a tensão) dos agricultores em Mato Grosso. Fora dele, são as negociações futuras que chamam a atenção. Mais de 6% da soja e 2% do milho que só vão ser colhidos em 2022, já foram comercializados no estado. Antecedência histórica, embalada pelos preços atrativos das duas commodities.
Na mesma toada, a aquisição dos insumos (fertilizantes, agroquímicos e sementes) que vão ser usados para cultivar estes grãos também alcança patamares recordes, chegando a 18,74% do total previsto.
“A gente viu no ano passado, quando o produtor estava se adiantando para a safra 2020/21, que ele começou também a comprar os insumos mais precocemente, lá por meados de setembro e outubro. Agora, a gente já viu negócios em agosto e até um pouco antes disso. Então, é sim um patamar histórico, o produtor está bem adiantado na compra de insumos e na venda do grão. O momento é atrativo ao produtor para fechar os negócios de barter. A soja está com um preço atrativo. Os insumos, se a gente for comparar com outros anos, eles estão caros, mas a relação de troca está mais favorável que nos últimos 3, 4, 5 anos, e isso vem incentivando os negócios”, explica Marcel Durigon.
Responsável pela soja no Imea, Durigon ilustra esta relação mais vantajosa com o exemplo do fertilizante “00.18.18”, amplamente usado pelos agricultores. Para garantir a compra de uma tonelada do insumo para o ciclo 2020/21, o produtor precisa desembolsar 16,8 sacas de soja. Montante inferior ao que era necessário nas últimas safras, quando a tonelada do adubo “custava” entre 20 e 23 sacas do grão.
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