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Safra 2021/22 exige cautela com percevejos-marrom e barriga-verde
Assunto será um dos destaques durante o Fundação MT em Campo Safra, em Nova Mutum
27 de Janeiro de 2022 as 05h 56min
Pragas têm preocupado produtores rurais – Foto: Assessoria
Entra safra e termina safra, e o produtor rural deve estar sempre atento à incidência de pragas e doenças nas lavouras. Os percevejos devem estar na pauta de cuidados, já que o problema, principalmente na soja, ocorre todos os anos e causa danos diretos, com ataques às vagens e grãos. No estado de Mato Grosso a espécie Euschistus heros – percevejo-marrom - é mais abundante na cultura, entretanto, nos últimos anos, a espécie Diceraeus melacanthus – percevejo barriga-verde - tem ocorrido em altas populações desde o início de desenvolvimento das plantas.
Este será um dos assuntos destaques durante uma das etapas do Fundação MT em Campo Safra, em Nova Mutum. O evento, que ocorre no próximo dia 27 de janeiro, é realizado pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso no Centro de Aprendizagem e Difusão (CAD) da instituição, nesta cidade.
Segundo a pesquisadora em entomologia, Dra. Lúcia Vivan, a predominância de uma dessas espécies varia em função do local, do clima, das cultivares e do estágio e desenvolvimento da cultura. “Da mesma forma, a extensão dos danos depende, entre outros fatores, do estágio de desenvolvimento das plantas durante o período de infestação, visto que estes ocorrem desde a fase vegetativa”, relata. Após esse período eles aumentam progressivamente na fase reprodutiva, com crescimento exponencial e acelerado no final do ciclo da cultura, em especial, nas cultivares de ciclo médio e tardio.
GRANDES PREJUÍZOS
Quando o ataque dos percevejos acontece nas vagens, as perdas podem atingir valores superiores a 30%. “Se o ataque ocorrer em fase de granação, é possível aparecer deformações, murchamentos e manchas nos grãos. Neste caso, eles perdem o valor para a comercialização por terem o teor de óleo reduzido”, explica a entomologista.
As perdas no poder germinativo das sementes podem ultrapassar 50%, além de terem queda no vigor. Já a infestação durante a fase de desenvolvimento das sementes torna-as pequenas, enrugadas e deformadas. “Quando o ataque dos percevejos se dá nos grãos, ocorre perda na qualidade destes e das sementes, principalmente pela inoculação do fungo Nematospora corylii, que causa a mancha-de-levedura, também conhecida como mancha-de-fermento”, detalha Lúcia.
IMPACTO NO MILHO
Quando falamos em percevejo barriga-verde, o cuidado começa na safra de soja, que serve de alimento e proteção a este inseto, aumentando sua população e se mantendo na área, onde atacará a cultura do milho. “O cereal estará suscetível a este percevejo poucos dias após a emergência, podendo matar a plântula ou a gema apical, gerando um perfilhamento. Dependendo do ataque, algumas folhas do cartucho não conseguem desenrolar, encharutando”, relata a pesquisadora da Fundação MT.
Por isso, é importante a realização de tratamento de sementes na cultura do milho, e pulverizações foliares de 3 a 5 dias após a emergência e repetir a aplicação aos 7 a 10 dias após a emergência.
“O milho é suscetível ao ataque desse inseto até o estágio V4-V5. Também a aplicação na palhada após a colheita da soja pode ser uma estratégia para reduzir a população que se manterá na área. Outro ponto importante e de estudo é a pulverização na forma plante e aplique, em que se faz a aplicação de inseticida logo após o plantio de milho”, completa Lúcia.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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