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Safra de milho bate recorde com produção de 57,3 mi de toneladas
15 de Agosto de 2026 as 04h 42min
Recorde impulsionado pelo aumento da área plantada e pela alta produtividade – Foto: Divulgação
Mato Grosso está prestes a concluir uma das maiores safras de milho de sua história. A colheita da segunda safra 2025/26 já ultrapassou 99% da área cultivada, consolidando a expectativa de produção recorde de 57,3 milhões de toneladas, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O resultado confirma a força de Mato Grosso na produção nacional de milho e reflete a combinação entre expansão da área cultivada e desempenho elevado das lavouras ao longo do ciclo. A expectativa é de que os trabalhos sejam totalmente encerrados até o final da primeira quinzena de agosto, restando apenas áreas das regiões Sudeste e Centro-Sul do Estado.
Com mais de 99% da área já colhida, a segunda safra de milho mato-grossense caminha para o encerramento. O ritmo de colheita, entretanto, apresentou diferenças entre as regiões produtoras. O principal ponto de atenção está no Sudeste de Mato Grosso, onde uma parcela significativa das lavouras foi implantada fora da janela considerada ideal.
De acordo com o analista do Imea, Henrique Eggers, mais de 30% da área da região Sudeste foi semeada fora do calendário considerado adequado, o que acabou provocando reflexos no desenvolvimento do ciclo e atrasando a retirada dos grãos. Mesmo com esse atraso localizado, o avanço das máquinas no campo confirma uma temporada de forte desempenho para o milho mato-grossense.
A última atualização do Imea consolidou a área cultivada com milho em 7,43 milhões de hectares, avanço de 2,4% em relação à temporada anterior. A expansão da área foi um dos principais fatores responsáveis pelo aumento da produção estadual.
Com mais hectares destinados ao cereal e produtividade elevada, Mato Grosso conseguiu ampliar ainda mais sua participação no mercado brasileiro de milho e estabelecer uma nova marca histórica de produção. Além do crescimento da área, o desempenho das lavouras também contribuiu para o recorde.
O Imea mantém a estimativa de produtividade média de 128,66 sacas de milho por hectare, índice considerado elevado para o estado. A combinação entre área maior e produtividade robusta levou a produção projetada para 57,3 milhões de toneladas, o maior volume já estimado para Mato Grosso.
O instituto ainda deverá realizar uma última atualização dos indicadores antes do encerramento definitivo da safra. Segundo Henrique Eggers, a estimativa final deverá ser consolidada no próximo mês, quando serão incorporados os dados definitivos de produtividade e colheita.
O recorde reforça a posição de Mato Grosso como principal produtor de milho do Brasil. Com uma produção superior a 57 milhões de toneladas, o Estado exerce papel estratégico no abastecimento do mercado interno, nas exportações e no fornecimento de matéria-prima para a indústria de transformação.
O milho produzido no estado atende diferentes segmentos da cadeia, incluindo produção de rações, indústria de etanol de milho e mercado externo. O crescimento da produção também aumenta a importância da infraestrutura logística para o escoamento da safra, especialmente em um cenário de grandes volumes concentrados em um curto período.
Com praticamente toda a produção retirada do campo, o foco dos produtores e demais agentes da cadeia começa a migrar da colheita para a comercialização e o escoamento do milho. O volume recorde aumenta a necessidade de planejamento logístico para armazenagem, transporte e distribuição dos grãos.
A capacidade de movimentar essa produção será determinante para o desempenho comercial da safra, principalmente diante da necessidade de abastecer as indústrias brasileiras e atender à demanda dos mercados compradores.
A conclusão da segunda safra 2025/26 consolida mais um ciclo de expansão da produção de milho em Mato Grosso. Mesmo com atrasos pontuais provocados pelo calendário de plantio em algumas regiões, o Estado conseguiu combinar aumento de área, produtividade elevada e condições climáticas favoráveis na maior parte das áreas produtoras.
Fonte: DA REPORTAGEM
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