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Safra de soja 2025/2026 deve alcançar novo recorde no país
12 de Fevereiro de 2026 as 11h 37min
Consultor destaca o panorama para o grão nas principais regiões produtoras – Foto: Divulgação
A safra brasileira de soja 2025/26 caminha para um novo recorde de produção, impulsionada por boas condições climáticas em grande parte do ciclo e pelo desempenho acima do esperado em importantes regiões produtoras.
De acordo com a consultoria Céleres, a produção nacional está estimada em 181,3 milhões de toneladas, crescimento de cerca de 5% em relação à safra anterior, que havia atingido o recorde de 172,8 milhões de toneladas.
O avanço reflete, principalmente, as produtividades observadas no Sul do país. Estados como Rio Grande do Sul e Paraná se destacaram ao longo da safra, beneficiados por um regime climático favorável, o que levou a consultoria a revisar para cima sua projeção inicial, que era de 177,2 milhões de toneladas.
“As lavouras apresentaram um desempenho bastante consistente, especialmente no Sul, o que reforça a leitura de uma safra cheia e acima das expectativas iniciais”, afirma Anderson Galvão, consultor da Céleres.
A área plantada cresceu de 47,64 para 48,60 milhões de hectares, ou seja, 2,0% a mais, indicando continuidade da expansão, ainda que em ritmo mais moderado. Falando especificamente de produtividade média, esta avança de 3,63 para 3,73 t/ha, ou seja, 2,9% maior.
Por outro lado, o início da colheita na Bahia ficou levemente abaixo do esperado, pressionando a produção no MATOPIBA (região formada pelo estado do Tocantins e partes dos estados do Maranhão, Piauí e Bahia). Ainda assim, segundo Galvão, o impacto regional não compromete o crescimento agregado da safra nacional.
Já o Centro-Oeste, de acordo com a Céleres, apresenta um crescimento sustentado, com aumento de produção de soja de 3,6%, chegando a 87,5 milhões de toneladas. Também com aumento de área, de 2,1%, mantendo a região como maior produtora do país. O Nordeste tem estabilidade com pressão de produtividade, sendo 18,8 milhões de toneladas. O Sudeste tem ganhos moderados, com maior produção, 2,3%, alcançando 14,4 milhões de toneladas.
A região Norte, com expansão gradual, sendo aumento de 3,2% da produção da oleaginosa, para 13,1 milhões de toneladas e área crescendo 5,4%, uma das maiores taxas do país.
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA
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