Noticias
Secretário é indiciado por importunação sexual contra servidora em MT
01 de Maio de 2026 as 10h 51min
Episódios de assédio começaram no ano passado – Foto: Divulgação
A Polícia Civil de Mato Grosso indiciou o secretário-adjunto Leomindo de Arruda Maciel Júnior, conhecido como “Júnior Cuiabano”, pelo crime de importunação sexual. A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá, e o relatório final foi assinado pela delegada Vanessa Aguiar da Cunha Garcez no dia 14.
Em nota, a Casa Civil informou que o secretário não é mais servidor do estado e que a exoneração será publicada em edição extra do Diário Oficial.
Segundo o documento, uma das vítimas informou que começou a trabalhar na Casa Civil em setembro de 2025. Segundo o relato, o primeiro episódio de assédio ocorreu em dezembro do mesmo ano, durante um evento, quando o suspeito declarou interesse e ofereceu benefícios financeiros. A vítima afirmou que ele sugeria repassar “gordurinha de contrato” caso os dois mantivessem um relacionamento.
De acordo com o depoimento, nos meses seguintes, o suspeito passou a enviar mensagens pessoais, fazer comentários sobre a aparência da vítima e abordar temas íntimos, o que a deixou constrangida. Em um dos episódios, durante um evento, ele teria colocado um fone de ouvido na bolsa dela como presente. O objeto foi devolvido ao superintendente do cerimonial.
Após devolver o presente, a vítima afirmou à polícia que sofreu represálias. Segundo ela, houve aumento de trabalho e, depois, exclusão de escalas em novos eventos. Ela também relatou que o secretário sugeria a terceiros que os dois tinham um relacionamento, o que nunca ocorreu.
Aos policiais, a vítima disse ainda que recebia mensagens fora do horário de trabalho e que registrou prints das conversas por medo. Ela afirmou que procurou ajuda de colegas e superiores, mas não teve apoio para levar o caso adiante. A vítima também relatou que ouviu de terceiros que poderia ser demitida. Diante da situação, procurou a polícia e solicitou uma medida protetiva contra o secretário.
Ela afirmou que está emocionalmente abalada e que entende o motivo das vítimas terem medo de denunciarem, pois não encontrou respaldo e acolhimento que procurava neste momento.
“Tenho pesadelos, faço acompanhamento psicológico pra tentar entender o porquê. [...] Como mulher cheguei a me sentir responsável pelas atitudes dele, mas não posso me responsabilizar pelo caráter assediador do outro. Não quero que nenhuma mulher passe pelo que passei e estou passando. Sou mãe, sou esposa, sou filha, sou sobrinha e sou tia e espero que se faça justiça por mim e por todas as outras que passaram pelo mesmo para que isso não volte a acontecer. [...] Espero que os envolvidos paguem e que a voz das assediadas não sejam caladas por cargos de poder”, relatou a vítima.
O documento foi encaminhado à Justiça. O caso tramita sob sigilo no Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, em Cuiabá.
Fonte: DA REPORTAGEM
Veja Mais
ALMT: CPI da Saúde avança sobre empresas suspeitas de sobrepreço
Publicado em 10 de Junho de 2026 ás 05h 46min
MT registra pelo menos 16 mortes em acidentes nas rodovias em 4 dias
Publicado em 10 de Junho de 2026 ás 04h 45min
Relatório da ONU alerta para impacto ambiental crescente da inteligência artificial
Publicado em 09 de Junho de 2026 ás 15h 42min
