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Quarta Feira, 15 de Julho de 2026

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Secretário abandona debate sobre o BRT na Assembleia

15 de Julho de 2026 as 07h 11min

Saída de Oliveira marcou o momento mais tenso da audiência- Foto: Angelo Varela

A audiência pública que discutia o andamento das obras do BRT terminou de forma inesperada na Assembleia Legislativa. O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, fez um duro desabafo sobre o antigo VLT, criticou o desperdício de dinheiro público e deixou o plenário antes de responder aos questionamentos dos deputados. 

A prestação de contas sobre as obras do BRT acabou sendo ofuscada por um momento de forte tensão. Visivelmente incomodado, o secretário de Infraestrutura, Marcelo Oliveira, interrompeu sua participação na audiência, alegando que preferia deixar o plenário a fazer declarações das quais poderia se arrepender. Antes de sair, pediu compreensão aos parlamentares e à própria equipe. “Todo o respeito que eu tenho por vocês, eu vou pedir licença, porque eu sou muito nervoso. Tem coisa que eu quero falar e isso vai me infartar, porque eu quero falar, mas eu não vou falar. Vou pedir, em nome da minha equipe, licença para eu não me infartar”, explicou. 

Na sequência, Marcelo Oliveira direcionou as críticas ao histórico do antigo Veículo Leve sobre Trilhos. Sem citar nomes, afirmou que o caso simboliza problemas estruturais na gestão dos recursos públicos e defendeu uma mudança na forma como o dinheiro da população é administrado no país.

“Com todo o respeito, os trens ficaram parados dez anos sem um trilho assentado. Nós temos que mudar o Brasil. A gente precisa mudar emenda Pix, orçamento secreto, bandalheira todo dia. Você abre o jornal e a primeira coisa que se vê é isso. O dinheiro público precisa ser respeitado", criticou.

Antes de deixar a audiência, o secretário ainda respondeu às críticas sobre o baixo percentual de execução de algumas estruturas do BRT. Segundo ele, os índices apresentados refletem exclusivamente aquilo que já foi efetivamente pago pelo Estado, e não necessariamente o estágio físico das intervenções.

“O deputado deu o exemplo aqui. As estações, um por cento executado porque é um por cento que está pago. O percentual de execução acompanha aquilo que foi medido e pago. Não significa que a obra esteja parada, significa que ela é contabilizada conforme os pagamentos realizados”, finalizou.

Fonte: DA REPORTAGEM

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