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SEGUNDO O INDEA: 5 cidades não terão vacinação contra aftosa a partir de maio
Rondolândia, Colniza, Comodoro, Juína e Aripuanã não precisarão vacinar
05 de Fevereiro de 2020 as 06h 30min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
Com cobertura de 99,85%, Rondolândia, Colniza, Comodoro, Juína e Aripuanã não terão mais vacinação contra febre aftosa a partir de maio, afirma o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT), Tadeu Mocelin. A medida acontece porque em Rondônia e outros estados vizinhos acontecerá o mesmo.
“O primeiro a tirar [a vacinação] será Rondônia, Acre e possivelmente uma parte de Amazonas e Mato Grosso”, conta o presidente. Conforme Mocelin, a data em específico sobre quando a proibição irá passar a valer será definida ainda em fevereiro, no próximo dia 19, em uma reunião do bloco 1, em Manaus/AM. Entre os cinco municípios, apenas em Rondolândia todas as propriedades estarão proibidas de fazer a vacinação, nas demais, a proibição é parcial.
A paralisação de vacinação inicial atinge aproximadamente 300 mil cabeças de gado. A última etapa da vacinação contra a febre aftosa atingiu 14.381.319 cabeças de gado de até dois anos. A cobertura é de 99,85%, o que resulta aproximadamente 19 mil cabeças sem vacina. A partir de agora, será verificado in loco o que aconteceu para tais vacinações não acontecerem. Dependendo do caso, o proprietário rural pode ser multado.
“Serve de alerta para nós olharmos. Como falei, está bom, perto do ótimo, mas o ideal é que o estado inteiro atinja o mesmo índice. Então, nessas regiões nós temos que ver o retorno e qual o motivo de ter atingido um pouco abaixo do restante do estado”, explica o presidente.
As mais de 14,3 milhões de cabeças vacinadas estão espalhadas em 101.187 propriedades rurais em Mato Grosso. Apenas 602 não apresentaram registro de vacinação e entre as 101 mil propriedades, 3.013 foram acompanhadas pelo Indea-MT. Entre as 14 regionais, Alta da Floresta obteve cobertura de 99,88%.
O último foco de febre aftosa em Mato Grosso aconteceu em 1996. O estado é reconhecido como livre de febre aftosa com vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e “caminha para a retirada da vacina”, explica Daniella Bueno, diretora-executiva da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat).
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