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SEM CONCURSO: Estado precisa de quase 2 mil investigadores a mais
A falta de servidores foi a causa do fechamento de 16 delegacias em 2019
14 de Janeiro de 2020 as 07h 00min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
Em Mato Grosso, a Polícia Civil sofre com a falta de 1.927 investigadores. Segundo o lotacionograma da instituição, dos 4 mil investigadores que o Estado deveria ter, apenas 2.073 cargos têm servidores concursados. No balanço divulgado pela Polícia Civil, faltam 2.728 profissionais para atender as atividades administrativas e nas delegacias. Somente de delegados, há 184 cargos em aberto.
Já dos 1.200 cargos de escrivães, 522 estão vagos. Ainda existem vagas para analistas e técnicos de desenvolvimento econômico e social, além de técnicos administrativos. Apesar do alto número de vagas, ainda não existe previsão para a realização de um novo concurso público, pois cargos como investigador e delegado só podem ser ocupados por servidores concursados.
O motivo, segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) é o limite de gastos com salários, porque o Estado gasta mais de 49% do orçamento para esse gasto, limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
A falta de servidores foi a causa do fechamento de 16 delegacias em 2019.
RELEMBRE
Dezesseis delegacias da Polícia Civil foram fechadas por falta de efetivo. O anúncio foi feito pelo Governo Estadual em março. Segundo o estado, as unidades que tiveram as atividades suspensas apresentam baixo índice de produtividade e registro de ocorrências policiais. A medida já havia sido cogitada pelo governador Mauro Mendes (DEM) para a redução de gastos.
Foram desativadas as delegacias dos seguintes municípios:
Acorizal, Alto Paraguai, Bom Jesus do Araguaia, Carlinda, Castanheira, Jangada, Luciara, Nossa Senhora do Livramento, Nova Lacerda, Nova Marilândia, Novo Santo Antônio, Ponte Branca, Santo Afonso, São José do Povo, Tesouro e União do Sul.
Os 46 policiais que atuavam nessas delegacias foram remanejados para reforçar unidades de cidades mais próximas. Conforme o estado, a suspensão das atividades das delegacias foi aprovada pelo Conselho Superior de Polícia e tem o respaldo da Secretaria de Estado de Segurança Pública e do Governo do Estado.
Outro ponto do estudo é baseado no quadro de servidores policiais que está abaixo de 57% para delegados, 58% para escrivães e 53% para investigadores, devido à falta de concursos públicos para os cargos, principalmente, investigador e escrivão, nos últimos quatro anos.
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