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SINOP: Embrapa ensina a fazer enxertia em maracujazeiro-azedo
Publicação detalha de maneira inédita essa técnica
26 de Maio de 2021 as 08h 00min
Publicação mostra técnica de enxertia em maracujazeiro-azedo – Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
A Embrapa Agrossilvipastoril acaba de publicar um Comunicado Técnico sobre enxertia hipocotiledonar em maracujazeiro-azedo. A publicação detalha de maneira inédita essa técnica. Devido ao caule do maracujazeiro ser oco, outras formas de enxertia são difíceis de serem realizadas. Nesse caso, utilizam-se plântulas jovens, em uma fase em que o caule ainda não se tornou oco.
“Essa técnica não é novidade em frutíferas. Mas no caso do maracujazeiro há algumas especificidades, algumas diferenças, que podem ser o segredo entre o sucesso e o fracasso na enxertia”, explica o pesquisador e um dos autores da publicação, Givanildo Roncatto.
Na enxertia do maracujazeiro são usadas duas plântulas de mesmo tamanho, uma com o material porta-enxerto e outra com a cultivar que dará origem à copa. Dessa forma, é preciso semear tanto o porta-enxerto quanto o cavalo. Outra diferença é que a enxertia precisa ser feita ainda em viveiro.
Além de Roncatto, assinam o Comunicado Técnico as pesquisadoras Sílvia Campos e Dulândula Wruck.
RESISTÊNCIA À FUSARIOSE
A enxertia em maracujazeiro-azedo é uma alternativa para viabilizar o cultivo em regiões com ocorrência de doenças do sistema radicular, como fusariose e podridão-do-pé, causadas por patógenos do solo. Como não há controle químico eficaz para esses problemas, o uso de porta-enxertos resistentes se mostra como alternativa mais promissora.
A Embrapa, em parceria com a cooperativa Coopernova, de Terra Nova do Norte vem testando a resistência nas condições do norte de Mato Grosso de três porta-enxertos. As pesquisas mostraram que um deles obteve 100% de eficiência, outro 75% e outro 50%. Os resultados da pesquisa subsidiaram o pedido de registro de cultivar do material com maior resistência. Pesquisadores aguardam os trâmites necessários para que possa ser feito o lançamento do porta-enxerto.
“Embora ainda não tenha o registro da cultivar, já há interesse pela enxertia das mudas. Então com essa publicação técnica nós já saímos na frente. Quando tiver o registro e a disponibilidade de sementes, já temos a orientação sobre como fazer a enxertia”, afirma Givanildo Roncatto.
O Comunicado Técnico Enxertia hipocotiledonar em maracujazeiro-azedo está disponível para download no site da Embrapa Agrossilvipastoril, em www.embrapa.br/agrossilvipastoril.
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