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Quarta Feira, 10 de Junho de 2026

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Sinop exibe modelo de cidade verde em meio à COP30

12 de Novembro de 2025 as 04h 44min

Município lidera ranking de arborização em MT – Foto: Assessoria

Enquanto líderes mundiais se reúnem em Belém (PA) para debater o futuro do planeta, uma cidade do interior de Mato Grosso apresenta resultados concretos de sustentabilidade. Sinop, reconhecida pelo IBGE como a mais arborizada do Estado, consolida sua imagem de “cidade verde” com um conjunto de políticas públicas e participação comunitária que atravessam gestões.

Mais do que estatísticas, o verde visível nas ruas é resultado de um modelo urbano que alia legislação rígida, fiscalização e envolvimento da população. Segundo levantamento do IBGE, 94% das vias públicas de Sinop têm cobertura arbórea e há, em média, 27 m² de área verde por habitante — mais que o dobro do mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde.

A estrutura que sustenta esse cenário começou a ser erguida em 2009, com a criação da Secretaria de Meio Ambiente. Três anos depois, o município instituiu o Código Municipal de Meio Ambiente, que passou a exigir áreas verdes equivalentes a 10% da área útil de cada novo loteamento. O texto também determinou responsabilidades ao setor privado, tornando obrigatório o plantio e o cuidado com árvores por pelo menos três anos após o início dos empreendimentos.

Em 2015, o código foi revisado para incluir novas regras e reforçar o monitoramento técnico. Desde então, apenas mudas com mais de 1,60 metro de altura podem ser usadas em áreas urbanas. “Essas normas tornaram a arborização algo efetivo, e não uma formalidade burocrática”, observa o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Klayton Gonçalves.

O viveiro municipal, outro pilar da política ambiental, abastece escolas, praças e margens de córregos com mudas nativas e frutíferas. Só nos últimos cinco anos, cerca de 19 mil árvores foram plantadas em diferentes regiões da cidade. O programa de arborização é acompanhado por ações educativas e mutirões comunitários que envolvem moradores, associações e empresas locais. “Não é apenas o poder público que planta. A população entendeu que cada árvore em frente de casa faz parte da identidade da cidade”, afirma Gonçalves. O secretário destaca que a pesquisa do IBGE considera apenas árvores em áreas públicas — o que reforça o impacto das políticas urbanas no cotidiano.

A aposta em educação ambiental transformou o comportamento coletivo. O projeto Meio Ambiente Itinerante, referência estadual, já atingiu 100 mil atendimentos e promove atividades que vão de trilhas a palestras e ações escolares. A proposta, segundo Gonçalves, é fazer da sustentabilidade um valor cotidiano, e não um conceito abstrato.

O resultado é um cenário em que 67% dos moradores vivem em ruas com pelo menos cinco árvores visíveis, índice que supera a média nacional. Essa paisagem urbana serve de contraponto à urgência climática debatida na COP30.

Fonte: DA REPORTAGEM

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