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Sinop: instalação de Núcleo do INPA deve fortalecer pesquisa e inovação
23 de Junho de 2026 as 17h 17min
Parceria entre universidades, pesquisadores e instituições públicas da região – Foto: Divulgação
Durante o VIII Simpósio da Amazônia Meridional em Ciências Ambientais (SIMAMCA) – realizado em Sinop entre os dias 10 e 13 de junho – ocorreram discussões acerca da possível instalação de um Núcleo de Apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) no município. A iniciativa, ainda em fase de diálogo e planejamento, representa uma oportunidade para ampliar a presença da ciência e da inovação no norte de Mato Grosso.
A proposta foi comentada pelo diretor do INPA, Henrique Pereira, que destacou o papel estratégico de Sinop para o desenvolvimento de pesquisas na Amazônia Meridional. Segundo ele, o município já participa de programas nacionais coordenados pelo Instituto e reúne condições favoráveis para receber uma estrutura permanente de apoio às atividades científicas.
“Nós já estamos em Sinop através de vários programas nacionais que o INPA coordena, como o Programa de Pesquisas em Biodiversidade. Também estamos discutindo a retomada de Sinop no mapa do Programa LBA [Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia], que trabalha com monitoramento climático por meio de torres micrometeorológicas. Estamos dialogando com a UFMT, com a Prefeitura, com instituições estaduais e federais para fortalecer o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação nesta região do sul da Amazônia”, explicou.
De acordo com o diretor, o Núcleo de Apoio funcionaria como uma base de suporte aos projetos e programas científicos desenvolvidos pelo INPA, contando com equipe própria, além da atuação integrada à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e aos programas de pós-graduação existentes no município.
Henrique ainda lembrou que o INPA já conta com Núcleos de Apoio como esse em outras localidades do Brasil: Boa Vista/RR, Santarém/PA, Porto Velho/RO e Rio Branco/AC. “E nós queremos que Sinop também seja um dos locais onde isso seja uma realidade concreta. Estamos nos preparando para criar o Núcleo do Amapá e, na próxima etapa, assim esperamos, que seja aqui em Mato Grosso”, informou.
Além de fortalecer a produção científica local, a implantação de um Núcleo de Apoio do INPA em Sinop pode ampliar a formação de profissionais especializados, atrair investimentos para pesquisas e contribuir para o desenvolvimento de estudos voltados à biodiversidade, ao clima e ao uso sustentável dos recursos naturais da Amazônia.
Outro benefício apontado pelo Instituto é a possibilidade de ampliar o monitoramento ambiental e climático na região, fortalecendo a geração de dados científicos que auxiliam na tomada de decisões e na elaboração de políticas públicas.
Henrique ressaltou a receptividade encontrada durante as discussões realizadas em Sinop. “É um processo complexo, que envolve mudança estrutural na organização do INPA, envolve investimentos, mas ter uma definição política é fundamental. Eu vim aqui para ouvir, para dialogar e eu posso lhe garantir que o que eu percebi e recebi aqui foi total apoio. Nós conversamos com secretários municipais, com representantes de secretarias estaduais, com a reitora da UFMT e daqui eu recebi apoio. Isso nos dá a certeza de que seremos bem-vindos e que, daqui, surge realmente uma perspectiva de cooperações que certamente serão muito frutíferas”, concluiu.
A instalação do Núcleo de Apoio em Sinop, quando concretizada, propiciará que Mato Grosso – pertencente à Amazônia Legal – conte com uma estrutura permanente de apoio do INPA, ampliando sua presença na região e fortalecendo as pesquisas científicas e o desenvolvimento regional.
Fonte: DA REPORTAGEM
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