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Domingo, 19 de Abril de 2026

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‘Sobre Viver’: escritora sinopense lança livro para inspirar (muitas) pessoas

Enquanto espera na fila por um transplante, Bruna Verlingue escreve obras sobre superação e tem uma legião de seguidores nas redes sociais

17 de Novembro de 2021 as 06h 30min

Como você viveria sua vida se soubesse que a qualquer momento ela poderia acabar? Viveria de uma forma irresponsável, inconsequente, para desfrutar o máximo possível do melhor que o mundo oferece? Ou você entraria em uma profunda depressão que lhe fizesse perder o interesse por qualquer coisa?

Bem, pensando de forma rápida, esses seriam os extremos que facilmente passariam pela cabeça de qualquer um que recebesse uma notícia assim.

Por isso, a jovem sinopense escreveu um livro, cujo objetivo não é contar meramente uma história à lá conto de fadas, mas ajudar pessoas que estejam em situação difícil – seja física ou mental. “Sobre Viver – Enquanto houver 1% de chance lute até o fim!” veio nasceu de um conjunto de experiências de vida. Mas daqui a pouco a gente fala sobre a obra. Primeiramente, vamos entender nossa escritora e estudante de Psicologia.

DEFICIÊNCIA GENÉTICA

Bruna é portadora de uma deficiência genética, que causa tromboses crônicas e ocasionou uma cirrose hepática, fazendo com que ela tenha algumas restrições e diversas idas aos hospitais.

Aos cinco anos, a jovem de 22 anos descobriu que tinha uma doença crônica e terminal. “Eu era uma criança normal, mas comecei a ficar muito gripada. Fui internada para descobrir o que tinha, se era uma virose ou algo do tipo. Foi aí que os médicos descobriram um problema muito mais sério. Imaginaram que fosse leucemia, e comecei a fazer tratamentos em Curitiba. Até que depois de um tempo descobriram que eu tinha um problema na medula. Ela é algo como ‘infantil’ para a minha idade, ela não produz alguns componentes”, contou em entrevista exclusiva do Diário do Estado MT.

Ainda bem criança, Bruna tinha uma trombose cerebral e uma trombose na veia porta – é a que manda sangue para o fígado. Com isso, seu baço foi crescendo. A trombose cerebral fez com que ela perdesse o olfato – e até hoje ela não sente cheiro de nada. Aos 16 anos, ela foi encaminhada para a fila de transplante de fígado, posição que está até hoje. Entretanto, a doença desencadeou uma reação em cadeia em outros órgãos de seu corpo.

“Basicamente, não é apenas este transplante, precisaria de outros órgãos. Ao longo dos anos, com o corpo compadecendo, tudo está diferente dentro do meu organismo. Coração é muito grande, rim não funciona direito. Tudo está mais debilitado. Eu preciso fazer transplante, mas é algo que vai ser para o resto da minha vida. É uma doença crônica e terminal, porque eu nunca vou parar de fazer cirurgias (transplantes). Enquanto eu viver, vou viver nessa realidade”, relata.

GRANDE CHOQUE 

Quando Bruna chegou aos 16 anos, seu fígado praticamente parou de funcionar – passou a trabalhar com apenas 30% da capacidade – e os médicos praticamente a desacreditaram, mas sem continuar na luta para descobrir uma solução.

“Os médicos disseram: ‘Bruna, você chegou como uma bateria de celular, com apenas 1% e nós não sabemos como recarregar. E esse percentual pode fazer a bateria durar muito mais tempo, ou de repente pode simplesmente parar. A gente vai aproveitar o tempo que sua bateria durar. Vamos tentar descobrir uma forma de recarrega-la, então aproveite o tempo que você tiver com toda intensidade possível’. Tanto é que virou meu lema no hospital. Um dia, fizeram um cartaz para mim escrito algo como ‘Enquanto houver 1% de chance, lute até o fim’, desabafou.

Apesar de os médicos alertarem que Bruna poderia dormir e não mais acordar, além da super proteção dos pais, ela percebeu que nenhuma das duas opções apresentadas no início desta reportagem eram as ideias para a sua nova vida que teria de conviver dali em diante.

Ela viu que ser uma inconsequente ou uma pessoa fechada e retraída não poderia ser uma escolha correta. Foi então que ela decidiu viver sua vida de verdade, com todos os cuidados e responsabilidades. “Eu percebi que eu preciso viver de verdade, não apenas dentro do hospital. Fiz o ensino médio dentro do hospital, não podia frequentar as aulas normalmente. Quando fiz 17 anos, decidi fazer faculdade e viver literalmente o hoje. É impossível seu dia terminar sem ter algo de bom. Mesmo os dias ruins, têm sempre alguma coisa boa para contar. Até porque...e se for o seu último dia? Vai levar toda essa tristeza consigo? Não vale a pena! Não deixe se aborrecer, por qualquer problema que seja. Eu passei todos os dias como se fossem o último. Eu não sei se eu tenho o amanhã, mas ninguém sabe também”, relevou.

ENCONTRO DA FELICIDADE

A partir do momento em que Bruna começou a viver de uma forma buscando ao máximo a positividade, as coisas começaram a melhorar não só para ela, como também servindo de inspiração para outras pessoas. A busca pela construção de um legado fez com que ela encontrasse um amor e conquistasse centenas de milhares de admiradores mundo afora.

Essa admiração se intensificou a partir do momento em que passou a utilizar as redes sociais para mostrar sua visão de mundo. Pouco antes, conheceu o amor da sua vida, Marcos Semprebom, que a incentivou a ir para a internet mostrar sua forma de lidar com a vida. “Conheci o Marcos, faz dois anos que a gente está junto, e ele sempre me incentivou: ‘Vai para a internet, grava vídeos. Porque o jeito que você vive é diferente das outras pessoas’. Quando as pessoas me conhecem elas dizem: ‘Nossa, não parece que você tem um problema de saúde’. Então ele queria que eu mostrasse para as pessoas que existem formas de aproveitar a vida, apesar dos problemas. Queria animar, entreter, divertir as pessoas, e principalmente inspirá-las”, relata.

Semprebom admira a forma como a noiva leva sua vida, mesmo diante de todas as dificuldades. Ainda mais, sabendo que a qualquer momento pode partir. “A gente vê a Bruna ouvindo isso tudo desde os 5 anos. Eu não conheço outra pessoa com essa condição que estaria feliz. Talvez não podendo chegar até os 6, até os 7 anos. E assim ela está vivendo. A vida é um sopro. Nós vimos o que aconteceu com a cantora Marília Mendonça e as outras 4 pessoas que morreram na queda do avião há poucos dias. Pela manhã, vimos os stories que ela publicou, e à tarde ela havia falecido. O grande legado disso tudo é que a Bruna não sabe quantos dias ela tem. Não sabemos se ela chega até semana que vem, mês que vem”.

CONQUISTANDO ADMIRADORES

A tentativa deu tão certo que seus vídeos passaram a viralizar na internet e em menos de dois meses ela já tinha mais de 100 mil seguidores. Foi aí que novas possibilidades surgiram e uma editora entrou em contato com ela para que transformar sua história em livro.

“Fiz alguns vídeos, eles foram viralizando e ganhando proporção. Até que eu fiz um vídeo contando a nossa história, ‘Como conheci meu namorado’, viralizou. A gente ganhou em dois meses mais de 100 mil seguidores. Foi para vários sites, a gente deu entrevista para vários lugares por conta desse vídeo. As portas começaram a se abrir e uma editora nos procurou. Pensamos: ‘essa história tem que virar um livro’. A gente ficou muito empolgado, porque não tínhamos noção que a nossa história estava ajudando tanta gente. Eu comecei a gravar vídeos sobre as pessoas desistirem, depressão, ansiedade, e a gente recebia muito feedback”, relembra.

Mas o que no início parecia ser algo sem muitas pretensões, passou a se tornar importante, não só para o casal, como também para seus seguidores que se sentiam impactados positivamente pelo conteúdo publicado. “Vimos que o vídeo não era apenas um entretenimento. Estava fazendo diferença na vida das pessoas. Então, fomos nos empolgando com isso. Eu sempre tinha essa meta, quando começava o ano, mas a gente vai deixando e não cumpre. Até que chegou um momento que eu ia fazer uma cirurgia, adiada pela pandemia, e eu coloquei na cabeça: ‘preciso escrever esse livro antes da cirurgia’. Nosso desafio foi escrever em menos de três meses: um escrevendo, outro revistando e outro divulgando. Parei tudo na minha vida, mas decidi escrever esse livro. Sem dúvida, foi a melhor coisa que eu fiz”, conta.

Bruna e Marcos logo foram morar juntos para aproveitarem da forma mais intensa que podem viver. Isso a fez se sentir mais viva, mais feliz. “O Marcos convive comigo, e eu falo com meus pais todos os dias, independente de onde estão. Não tenho o mesmo contato com meus irmãos porque eles moram longe, mas ali no grupo (de WhatsApp) da família eu sempre mando alguma coisa. Eu me faço presente na vida das pessoas que eu amo, porque eu não sei quanto tempo eu vou ter. Quando fomos para as redes sociais, tínhamos muito medo do vitimismo. Eu não queria que as pessoas ficassem com dó. Internamente, eu estou cada vez pior, mais doente. Mas por fora eu estou cada vez melhor! Mais viva, mais animada! Tive momentos que pensei em desistir. Aos poucos, eu fui descobrindo apenas o que me faz feliz. Eu não quero que as pessoas sintam dó, e na internet eu ia expor toda a minha vida, com as pessoas acompanhando a rotina, desde coisas positivas às negativas. Mas teve efeito contrário, afinal, o meu discurso foi: ‘eu posso morrer, mas você também pode’”, conta.

A RELAÇÃO COM OS SEGUIDORES

O noivo Marcos Semprebom conta que a relação com os seguidores é bem profunda. Por buscarem sempre expor coisas positivas e alegres, a relação com esses usuários chega a ser emocionante. “Há situações em que a gente está andando na rua e alguém nos para e começa a chorar. Isso emociona. A Bruna foi na contramão do que a grande maioria das pessoas está fazendo hoje, que acaba massacrando os outros. Mas ela se porta como alguém que ajuda os outros. A gente se acostumou a valorizar mais quem fala mal do que quem fala bem. Todo ser humano é assim. Em Cuiabá, somos reconhecidos no shopping, no hospital. Em Sorriso, as pessoas nos reconhecem e vêm nos cumprimentar, pedem selfies. Ouço relatos de pessoas que passaram a ver a vida de forma diferente. Isso tudo graças aos vídeos que a Bruna produziu. É muito impactante, cada passo faz com que as pessoas se identifiquem, independente do que elas estejam passando”, revela Semprebom.

Bruna Verlingue conta também que ainda não tem noção da representatividade do casal nas redes sociais, mas que quer com isso, ser um alento, fazer o bem e mostrar que essas pessoas, por pior que sejam seus problemas, elas não estão sozinhas.

“A gente está exposto na internet, conhecem até nossos cães! Eu tenho mais de 167 mil seguidores no Instagram, e quando a gente viaja somos reconhecidos por onde passamos. No meu livro e nas redes sociais, minha intenção de oferecer minha mão para que as pessoas entendam que não estão sozinhas, e eu já passei pelo o que elas estão passando. Sem notar, tudo o que fizemos acabou aproximando as pessoas de nós. A gente ainda não tem tanta noção do peso que esse conteúdo trouxe. Muitas vezes, a gente não tem noção que estamos salvando a vida de pessoas. São emocionantes os relatos que nos mandam no Direct. Eu queria que isso fosse algo mais fixo, permanente”, espera Verlingue.

NA CONTRAMÃO

A internet vive atualmente de brigas, polarização, ‘lacrações’ e cancelamentos – o meio mais fácil de ficar em evidência. Mas Bruna buscou o caminho contrário, diante de tanta coisa ruim sendo exposta, ela buscou um outro lado, o da compaixão.

“(A divulgação na) internet tem seu lado positivo e o lado negativo. Nessa onda do ‘cancelamento’, eu via muitos famosos sendo cancelados. Pensava: ‘eu tenho que ser a diferença que eu quero ver no mundo’. Não consigo mudar a mente das pessoas, mas eu consigo me mudar. O que é impossível de mudar, então mude-se para enfrentar aquilo. Eu sentia que precisava ser a diferença. Tinha tanta gente sendo o mal na internet, eu queria ser o bem. Não sou perfeita, o Marcos também não, nós temos os nossos defeitos, mas eu precisava mostrar uma coisa boa na internet. O mal do mundo é a ansiedade e a depressão. É o mal da nossa geração. Fala-se da aparência. Para aquelas pessoas que estavam feridas, eu precisava ser a diferença. Mas tem como ser feliz, mesmo em meio a tantos problemas. Se outras pessoas estão pensando em desistir, eu também pensei, e por isso mesmo que eu quero ajudar. E teve um resultado muito bom. Sem notar, nós acabamos criando um método. É a minha, a nossa história, como nos conhecemos. Mas ali eu ensino as pessoas a viver esse método, que é o viver o hoje. O livro ensina isso. Eu tenho um problema de saúde que eu posso morrer a qualquer momento. Mas você também pode não estar aqui amanhã. ‘Ficam questionamentos: você fez tudo o que queria? Que legado está deixando às pessoas?’. O livro traz essa lição, de como viver uma vida feliz e intensa, e como construir um legado. Mesmo que eu não esteja mais aqui, já fiz a diferença na vida de muitas pessoas através do livro e dos vídeos publicados. Se eu for embora, eu meu legado não vai embora, ele vai ficar. O livro complementou esse contexto”, conta.

CONSTRUÇÃO DO LEGADO

A ideia de deixar esse legado, seja nas redes sociais, seja em forma de livro, ou até mesmo em cinema futuramente – por que não? – tem como objetivo fazer com que o máximo possível de pessoas passe a refletir sobre como estão levando suas vidas, se estão aproveitando, de fato, como gostariam, afinal, um dia todos nós partiremos dessa vida.

“A ideia era de que a pessoa entendesse que todos vão partir um dia. Fez as pessoas refletirem a respeito. Eu reclamo muitas vezes, mas não posso passar o tempo inteiro reclamando. É necessário sempre buscar alternativas aos problemas. Eu fui desenvolvendo esse hábito de buscar as alternativas a ser feliz. Meu livro não é só sobre uma pessoa doente, só sobre um relacionamento. Ele é uma mistura de coisas. Em algum momento, todos vão se identificar. Fala sobre criação dos filhos, sobre relacionamentos, ansiedade, divórcio, sobre abuso, violência. A doença é apenas um dos pontos ali, porque faz parte da minha vida”, aponta.

SPOILER 

Em Sobre Viver, o primeiro capítulo intitulado “O verão do eu também” faz referência à sua vida enquanto criança, onde buscava ser aceita e inserida. “Quis muito colocar esse nome porque quando eu era criança eu era chamada assim, de “eu também”! Tudo eu falava ‘eu também’! Na verdade, eu fazia isso porque queria ser aceita. Meus pais estavam separados, eu não era uma criança normal, não brincava com todo mundo. Às vezes, cria-se um rótulo, um apelido na criança. Ela precisa se sentir bem. Quantas vezes eu fazia alguma coisa, sem vontade, mas por que queria ser aceita? Quantas crianças também fazem isso para serem aceitas? Eu tinha 5 anos eu já tinha essa necessidade de me sentir aceita. O livro traz um alerta para os pais, para as crianças, para os adolescentes, vai ensinar muita coisa. Todo mundo vai se identificar em algum momento”, promete.

A história do livro é emocionante, divertida, real e surpreendente. E a surpresa está no fato de a obra não ser uma biografia de sua vida, mas sim sobre todos que lerem a obra, pois vão se encontrar nela.

“Em todo canto tem surpresa. Muita gente acha que se trata da história de uma menina doente que se apaixonou. É uma história muito comum, mas assume questões muito mais sérias, particulares, sobre religião, divórcio. Mas não são apenas coisas ruins, tem muita coisa boa também. E as pessoas vão se identificar com isso. Não se trata de uma biografia, eu quero que elas leiam o livro e se encontrem nele”, revela.

Foi o que aconteceu com o noivo Marcos, que ao ler as primeiras páginas do livro e ele seu viu ali. “Quando a Bruna falou do capítulo 1... em casa [infância] aconteceu algo muito parecido. Eu li e comentei: ‘essa história não é sua, é minha não é possível’. Quando eu comecei a ler o livro, já estava pronto. São momentos bem fortes, intensos. Na realidade, eu li a primeira página e não era sobre a Bruna, era sobre mim. É fácil apontar para o outro e falar da vida dele. Duro é abrir o livro e assumir que aquela história é sobre você. Aí vem a grande lição que ele traz. Independente do ângulo de visão, os leitores vão se encontrar na obra em algum momento. Pode ser no início, no meio ou até no fim. A gente não pode mudar a vida dessa pessoa, caso ela queira permanecer assim. Mas é possível ver coisas boas em determinadas situações”, conta Semprebom.

A surpresa, então, é que o leitor vai se encontrar em determinado momento e identificar outras pessoas. “Eu percebo que, quem compra o livro, também compartilham seus sofrimentos nas redes sociais, e acabo acompanhando. As pessoas mudam depois de ler a obra. Nem eu esperava tanto. É mais do que um livro, é um método, como eu disse. É como abrir a mente. ‘Preciso ser mais feliz’. Estimula as pessoas a refletir, mudar o semblante”, diz Bruna Verlingue.

RESPONSABILIDADE E IDENTIFICAÇÃO

Diante de tanta exposição, acaba vindo também responsabilidade e um propósito de impactar positivamente a vida das pessoas. “Eu sempre digo que todo líder tem uma responsabilidade. Assim como eu tenho na minha empresa, a Bruna tem nas mídias sociais. As pessoas quando se identificam com alguém, elas querem fazer a mesma coisa ou pensar parecido. A gente teve que repensar bastante algumas coisas, sempre pensando no impacto. A gente sempre pondera. Um exemplo, um sanduíche. Eu vou na rede social para falar mal daquele lanche, por que eu não gostei? A gente prefere evitar, sabe, para quê vamos falar mal do lanche? Que benefício isso traz? Então, a gente busca sempre levar para o lado positivo”, explica Semprebom.

A identificação que o casal passou a ter com as pessoas que o segue, mudou também o propósito da vida de Bruna, que antes pensava em viver o dia dela e agora pensa também em ajudar as pessoas a terem um bom dia também. “Além da responsabilidade, temos um propósito, foi o que mudou na nossa vida. Querendo ou não, quando a pessoa está triste, sem saber o que fazer, pensando em desistir, ela precisa encontrar o seu propósito. Esse impacto todo nas redes sociais gerou um novo propósito para minha vida, no geral. Antes, eu pensava em viver o meu dia. Agora, eu busco ajudar outras pessoas a viverem o dia delas também. Quando eu me ausento um pouco das redes sociais, tanto eu quanto os seguidores sentem falta. É como se fosse uma motivação. A gente não mostra só o lado ruim da doença, mas também os momentos de alegria. Gerou um novo propósito. Apesar de haver até comentários de quem não gosta, mas eles são irrelevantes perto da experiência que a gente proporciona ao público seguidor. Para mim faz todo o sentido de estar ali”, explica Bruna.

Apesar de viver um dia de cada vez, Bruna faz planos para o futuro. Ela quer escrever outro livro, entre outras coisas. “Eu ainda quero fazer muita coisa, mas sinto que já fiz a diferença para algumas pessoas. E era o meu propósito, minha meta. Parecia tão distante, e agora é realidade. Estou vivendo, não estou adiando. A gente precisa trazer a felicidade para mais perto. Por que não ser feliz hoje, e deixar apenas para amanhã?”, indaga.

Quem estiver lendo essa entrevista, agora, deve estar se perguntando se vai realmente se sentir impacto com o conteúdo do livro. A escritora revela que sua obra será capaz de lhe trazer uma perspectiva de mundo melhor. “Todo mundo tem problema, impossível viver sem ter problemas. O livro está aí para mostrar que a vida pode ser boa, mas ela pode ser muito melhor! E, principalmente, vai te ajudar a construir um legado. Se você é uma pessoa extraordinária, é capaz de deixar um legado. Faça a diferença na vida das pessoas, tem muita gente que se compadece da sua história, de como você vence seus problemas. Todo mundo precisa de ajuda, e o livro está perfeito para isso”, diz.

Semprebom ressalta ainda que o livro não é apenas para quem esteja passando por alguma dificuldade em sua vida. Mas ele serve também para quem está com boas condições. “Como a Bruna falou, ninguém é perfeito. Com tanta gente que tem tanta coisa, mas que não consegue aproveitar seu dia como se fosse o último, e a gente vê a Bruna, tentando aproveitar cada minuto que tem de vida é inspirador. É um livro que pode ensinar pessoas que estão numa condição melhor de saúde, financeira, numa vida plena, fazendo-as olhar tudo por um outro ângulo. Esse período de pandemia também reforçou tudo isso. Como a gente quer se sentir resiliente, seguro, em meio a tudo isso que está acontecendo? Não foi só um vírus. Mudou o estilo de vida das pessoas. O estado de depressão veio mais forte agora. Os problemas estão aí, e nós precisamos resolver. Mas está tudo bem. A gente precisa potencializar as coisas boas que acontecem. Não valoriza tanto as positivas e superdimensiona as negativas. É necessário ser feliz com as pequenas coisas que acontecem no dia a dia. Um trabalho que você faz bem feito. Quando a gente perde a graça para essas coisas a gente acaba se deprimindo”, conclui Marcos.

Quem quiser adquirir o livro Sobre Viver, basta acessar o site da escritora: www.bruverlingue.com.

Fonte: CLEMERSON SM e JOSÉ ROBERTO GONÇALVES

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