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Solo arenoso é desafio para o algodão

13 de Setembro de 2022 as 14h 00min

Fatores podem comprometer a produtividade em solos arenosos – Foto: Divulgação

O algodão é uma cultura de ciclo longo, que necessita de boa quantidade de água e sol até a metade do seu ciclo de produção, e ausência de chuva na outra metade. Ou seja, o fator preponderante para o seu sucesso em solos arenosos é a água.

Por outro lado, esses ambientes possuem, por natureza, menor quantidade de retenção dela devido à proporção inferior de microporos e ausência de cargas, comparado aos solos com maior teor de argila.

Essa condição favorece uma alta taxa de drenagem, baixa quantidade de matéria orgânica, acúmulo e armazenamento de nutrientes e susceptibilidade à erosão hídrica.

Consequentemente, tudo isso gera limitações ao fornecimento de água e nutrientes para o desenvolvimento da cultura. Por isso, é necessário que os cotonicultores de regiões com esse perfil de área realizem ajustes no sistema de produção para alcançar maior produtividade frente a um cultivo que tem elevado custo de produção.

Durante o XIV Encontro Técnico Algodão da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT), realizado em Cuiabá/MT, especialistas debateram os principais pontos a respeito desse assunto. Conforme o pesquisador da instituição, engenheiro agrônomo e mestre em Ciência do Solo, Felipe Bertol, há alguns ajustes que podem ser realizados para que esse ambiente impacte menos no final da safra como, por exemplo, a época de semeadura e o aporte de matéria orgânica.

“A época de semeadura aumenta a pluviosidade acumulada no ciclo da cultura, diminuindo os riscos por déficit hídrico. Já o aporte de matéria seca, em quantidade e qualidade, pode aumentar a matéria orgânica e consequentemente elevar a retenção de água e nutrientes”, explica o pesquisador.

Ainda segundo o especialista, o atual cenário ideal para a cotonicultura em ambientes arenosos é caracterizado por algodão verão, aquele semeado no mês de dezembro e precedido, quando possível, por uma planta de cobertura com aporte de massa suficiente para proteger o solo, não afetar a plantabilidade e também fornecer nutrientes ao algodoeiro.

A principal ferramenta que o agricultor tem hoje nestes ambientes com solos arenosos e no objetivo de produzir mais pluma, é a adequação do manejo com o conhecimento técnico adaptado para cada situação. Para Bertol, deve-se ter em mente: o sistema de produção pode definir o sucesso econômico e sustentável do ambiente; o cultivo de duas culturas comerciais na mesma safra tem um risco muito elevado, sobretudo quando uma das culturas é o algodoeiro; o aporte de matéria orgânica de forma racional (quantidade e qualidade) define a plantabilidade, disponibilidade de nutrientes, retenção de solo e água e, por fim, o sucesso econômico; a agricultura em solos arenosos deve ser embasada em processos e não em insumos.

Cada região produtora tem sua especificidade, tanto ambiental quanto de manejo. Isso é difícil de ser mapeado, até porque há diferenças entre solos arenosos (por exemplo, proporção de areia fina e areia grossa). Mas, para fomentar a discussão e mostrar diferenças e semelhanças entre as regiões, profissionais das principais regiões produtoras de Mato Grosso e da Bahia participaram do XIV Encontro Técnico Algodão da Fundação MT.

O cotonicultor aponta como o tempo é um grande personagem para o sucesso do plantio de algodão em solo arenoso. Segundo ele, é preciso e benéfico que o solo envelheça. “Para cultivar a pluma na Bahia, nesse tipo de área, tem que ter pelo menos 10 anos de cultivo de soja, milho e outras culturas, para que o algodão possa realmente ter uma boa produtividade”, finaliza.

Fonte: DA REPORTAGEM

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