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Segunda Feira, 12 de Outubro de 2026

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SpaceX planeja construir fábricas na Lua para produzir satélites de IA

14 de Agosto de 2026 as 12h 36min

A SpaceX pretende instalar fábricas na Lua para produzir satélites de inteligência artificial e componentes destinados à sua futura constelação orbital. A estratégia foi reafirmada por Elon Musk durante a primeira teleconferência trimestral da empresa como companhia de capital aberto.

Segundo o empresário, a iniciativa dependerá do transporte de grandes volumes de carga até a superfície lunar e do emprego de robôs nas atividades industriais. A intenção é usar a infraestrutura construída no satélite natural para ampliar progressivamente a capacidade de produção da SpaceX.

O plano prevê, em uma etapa posterior, o lançamento dos equipamentos fabricados na Lua por meio de aceleradores eletromagnéticos de massa. A proposta está associada ao objetivo de expandir drasticamente a quantidade de sistemas de inteligência artificial enviados ao espaço, com a produção de energia solar e radiadores também realizada no ambiente lunar.

A ideia de utilizar a Lua como polo de fabricação não surgiu na teleconferência. Musk já havia apresentado esse conceito em fevereiro, em uma publicação relacionada à aquisição da xAI pela SpaceX. Na ocasião, a empresa também havia indicado que a fabricação fora da Terra fazia parte de seus planos de longo prazo.

As instalações previstas teriam como principal finalidade a produção dos satélites Starmind, sistema que a SpaceX pretende transformar em uma enorme constelação orbital. O projeto mencionado no texto prevê até 1 milhão de unidades e inclui a intenção de utilizar a nave Starship para levar a iniciativa a distâncias além da órbita terrestre.

Para tornar a operação lunar possível, a companhia aposta em automação. Musk afirmou que robôs poderão assumir parte relevante do trabalho necessário para estabelecer e ampliar as fábricas. O texto não apresenta, porém, detalhes sobre quais máquinas formarão essa força de trabalho.

Uma possibilidade apontada na reportagem é o uso do Optimus, robô humanoide desenvolvido pela Tesla, outra empresa associada a Musk. O empresário já afirmou anteriormente que unidades desse sistema poderão ser transportadas pela SpaceX para Marte, com a finalidade de auxiliar os preparativos para uma futura ocupação humana.

A produção lunar não ficaria restrita aos satélites. Entre os itens citados estão painéis solares, responsáveis pelo fornecimento de energia, e radiadores, necessários para liberar no espaço o calor produzido pelos equipamentos.

Depois de estabelecida essa estrutura, a SpaceX pretende utilizar aceleradores eletromagnéticos de massa instalados na Lua para lançar os satélites fabricados localmente. A proposta funcionaria como uma alternativa aos métodos convencionais de transporte e dependeria da existência prévia de uma cadeia industrial lunar suficientemente desenvolvida.

A Starship ocupa posição central nesse planejamento. O foguete totalmente reutilizável deverá transportar robôs e cargas para a Lua e também desempenhar papel fundamental nos demais projetos espaciais da empresa. De acordo com o diretor financeiro da SpaceX, Bret Johnsen, o veículo foi projetado para ampliar em quatro vezes a capacidade de carga e reduzir em dez vezes os custos de lançamento em comparação com o Falcon 9.

A companhia também trabalha para sustentar uma frequência muito maior de lançamentos. Entre as iniciativas citadas estão o aumento da produção dos motores Raptor, a expansão das instalações de fabricação e a ativação de múltiplas plataformas de lançamento em Starbase, no sul do Texas, além das estruturas previstas para os complexos 39A e 37, em Cape Canaveral.

A estratégia lunar foi apresentada no mesmo encontro em que a SpaceX divulgou seus primeiros resultados financeiros como empresa de capital aberto. No segundo trimestre de 2026, a companhia registrou receita de US$ 7,8 bilhões, alta de 92% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Apesar do crescimento da receita, a empresa terminou o trimestre no vermelho. O prejuízo informado foi de US$ 541 milhões, abaixo do resultado negativo de US$ 1 bilhão registrado no segundo trimestre de 2025.

Fonte: DA REPORTAGEM

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