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Segunda Feira, 02 de Março de 2026

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SUA SAÚDE: Cardiologista explica os riscos da automedicação para o coração

Dr. Juliano Slhessarenko é cardiologista intervencionista e traz informações importantes

12 de Dezembro de 2019 as 09h 00min

Foto: Divulgação

 

DA REPORTAGEM

Seu João, 50 anos, vem ao consultório com sintomas de tonturas e mal-estar. Relata que mediu a pressão arterial na farmácia e disseram que estava alta. Começou a tomar remédio para pressão alta ali mesmo, na farmácia, sem receita. Sem orientação, passou a tomar os remédios de forma irregular e sem saber a dosagem. Ao fazer exame físico, verifico a pressão arterial que está muito baixa (80/50mmHg). Explico que não deveria ter feito isto, pois pode estar com o diagnóstico de hipertensão errado e com risco de queda.

A hipertensão continua sendo um dos principais desafios da saúde pública, e contribui para a maioria das doenças cardiovasculares em todo o mundo.  Pelo menos 970 milhões de pessoas em todo o mundo têm hipertensão, e estima-se que esse número suba para mais de 1,5 bilhão em 2025. Embora o tratamento adequado da hipertensão esteja associado à redução de eventos cardiovasculares, apenas 25% dos pacientes com hipertensão têm controle adequado da pressão arterial. A automedicação inadequada também pode levar a erros de diagnóstico, dosagem inadequada, duração prolongada do uso e polifarmácia.

Pacientes com doenças crônicas, como hipertensão, são altamente propensos a automedicar. Estudos de pacientes com doenças cardiovasculares relataram o uso comum de medicamentos de venda livre, bem como medicamentos complementares e alternativos. A automedicação entre pessoas com hipertensão é de particular interesse, pois, apesar de a hipertensão ser um fator importante para um risco global de mortalidade e morbidade, os pacientes frequentemente desenvolvem estratégias de tratamento pessoal.

Compreender as práticas de automedicação de pessoas que vivem com hipertensão é importante para garantir uma gestão bem-sucedida da hipertensão.  No entanto, é importante reconhecer que as práticas de automedicação podem se apresentar de várias formas, não apenas como o uso autoiniciado de terapias alternativas.  No sentido mais amplo, as práticas de automedicação abrangem: o uso de medicamentos sem receita médica; o uso de medicamentos prescritos sem receita médica e o uso de, por exemplo, fitoterápicos, suplementos nutricionais e remédios caseiros.

A ingestão de medicamentos sem receita médica é a maneira mais simples de definir a automedicação.  Esses medicamentos são geralmente referidos como "vendidos sem receita" ou "sem receita médica" e são encontrados em farmácias, supermercados e outros estabelecimentos.

Por outro lado, os medicamentos prescritos pelos médicos são referidos como produtos com receita médica. A automedicação, muitas vezes vista como uma solução imediata para alguns sintomas, também pode trazer consequências mais graves do que se imagina, como reações alérgicas e dependência.

É surpreendente que muitas pessoas não vejam nenhum problema com a automedicação, mas a questão permanece: por que as pessoas se envolvem em automedicação apesar de estar cientes do perigo que isso representa para a saúde? Por que as pessoas se automedicam?

As pessoas tomam medicamentos sem a prescrição de um médico por várias razões.  Enquanto alguns visam reduzir o tempo e o custo da consulta clínica, outros simplesmente banalizam doenças e recorrem à automedicação.  Outros fatores podem ser causados ​​por inseguranças pessoais e pelo medo de perder o emprego devido a doenças diagnosticadas, doenças mentais, alívio rápido da dor, depressão ou mesmo ignorância.

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