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SUINOCULTURA: Granjas lotadas geram prejuízo de R$ 70 por animal, diz Acrismat
Custos mantiveram-se elevados enquanto os preços pagos ao produtor recuaram
30 de Abril de 2020 as 08h 30min
Foto: Divulgação
DA REPORTAGEM
Desafiador! Esta é a palavra que define o atual cenário vivenciado pelos criadores de suínos em Mato Grosso. Assim como ocorre em outras regiões, o setor viu a demanda – especialmente a interna – despencar desde que a “quarentena” foi adotada em todo o país como principal medida de prevenção e combate ao novo coronavírus. Com a circulação de pessoas restrita e o funcionamento de bares e restaurantes limitado, o consumo da proteína caiu e desencadeou efeito cascata, atingindo indústrias e granjas.
Segundo a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso, o abate mensal tem recuado. A média, de aproximadamente 300 mil animais por mês, encolheu em torno de 1,3%. Além da redução no ritmo, alguns frigoríficos estão com dificuldades de comercializar a carne, que em grande maioria (72%), precisa ser direcionada para outros estados do país. Com vendas menores, as indústrias demandam menos dos criadores e as granjas ficam cheias.
Como não é possível “interromper” rapidamente o ciclo, os criadores vêm os custos – que já estavam elevados – ficarem ainda mais expressivos diante do maior número de animais nas granjas. É o que explica Itamar Canossa, que é presidente da Acrismat. “Hoje o nosso custo de produção gira em torno de R$ 3,80 a R$ 3,90 por quilo. Estamos vendendo o “quilo” do suíno-vivo a R$ 3,00/R$ 3,10. Isso é um prejuízo de no mínimo R$ 0,70 a R$ 0,80 por quilo. Ou seja, a cada animal de 100 quilos que vai para o abate, acumulamos perdas de R$ 70 a R$ 80”, comenta
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