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Terça Feira, 03 de Novembro de 2026

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Suinocultura: manejo pré-abate reduz perdas e preserva a qualidade da carne

29 de Outubro de 2026 as 15h 13min

Cuidados no embarque, transporte e desembarque favorecem o bem-estar animal evitam lesões – Foto: Divulgação

O manejo pré-abate de suínos é uma etapa decisiva para preservar a qualidade da carne e o resultado econômico da cadeia produtiva. Falhas na condução dos animais, no transporte e na chegada ao frigorífico podem provocar estresse, lesões e perdas que comprometem o valor gerado durante todo o ciclo de criação.

Quedas, escorregões, brigas, hematomas, contusões e fraturas estão entre as ocorrências que exigem atenção. Além de prejudicar o bem-estar animal, esses problemas podem resultar no descarte parcial ou total de carcaças e cortes, reduzindo o aproveitamento industrial.

Segundo Filipe Dalla Costa, coordenador técnico de Bem-Estar Animal na MSD Saúde Animal, o planejamento dessa fase deve integrar as estratégias de eficiência da suinocultura. A organização das operações contribui para proteger os animais, aumentar a segurança dos trabalhadores e reduzir prejuízos no campo e na indústria.

As horas anteriores ao abate concentram situações capazes de elevar o estresse dos suínos. Entre elas estão esforço físico excessivo, condução inadequada, desconforto térmico, densidade incorreta no transporte e períodos prolongados de espera.

O estresse intenso imediatamente antes do abate pode interferir no metabolismo muscular e alterar características da carne, como pH, cor e capacidade de retenção de água.

Uma das consequências possíveis é a ocorrência de carne PSE, caracterizada pelo aspecto pálido, textura flácida e maior liberação de líquidos. Essas alterações prejudicam a qualidade do produto e podem reduzir seu rendimento no processamento.

Para os produtores, os impactos incluem perda de peso, lesões e mortalidade durante o transporte. Nos frigoríficos, os prejuízos aparecem no menor aproveitamento das carcaças, nas perdas de água e na desclassificação de produtos.

A prevenção começa antes da saída dos animais da propriedade. Instalações adequadas, equipes preparadas e organização dos lotes ajudam a tornar o embarque mais seguro e a reduzir situações de agitação.

Durante o transporte, a densidade deve ser compatível com as condições da operação, com atenção à temperatura e à ventilação. Na chegada ao frigorífico, o desembarque e a espera também precisam seguir procedimentos que evitem esforço desnecessário, quedas e conflitos entre os animais.

Fonte: DA REPORTAGEM

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