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Quinta Feira, 10 de Setembro de 2026

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Superávit comercial cresce 23,8% e chega a US$ 7,39 bilhões

10 de Setembro de 2026 as 13h 29min

Saldo acumulado em 2026 chega a US$ 55,32 bilhões – Foto: Divulgação

A balança comercial brasileira encerrou agosto de 2026 com superávit de US$ 7,394 bilhões, resultado 23,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho foi sustentado principalmente pelo crescimento das exportações, com destaque para produtos do agronegócio, da indústria extrativa e da indústria de transformação.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as vendas brasileiras ao exterior somaram US$ 33,16 bilhões em agosto, avanço de 12,2% na comparação anual. As importações cresceram 9,2% e alcançaram US$ 25,76 bilhões. Com isso, a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, aumentou 10,9% e chegou a US$ 58,92 bilhões no mês.

No acumulado de janeiro a agosto, as exportações brasileiras totalizaram US$ 250,86 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações somaram US$ 195,54 bilhões, alta de 6,1%. O resultado garantiu um superávit comercial de US$ 55,32 bilhões, expansão de 28,2% na comparação anual. A corrente de comércio chegou a US$ 446,39 bilhões, aumento de 8,4%.

O agronegócio teve participação importante nesse desempenho. A agropecuária exportou US$ 7,39 bilhões em agosto, alta de 11,4% sobre o mesmo mês de 2025. O resultado foi impulsionado principalmente pelas vendas de animais vivos, café não torrado e soja. Os embarques de animais vivos cresceram 174,3%, enquanto as exportações de café avançaram 24,1% e as de soja, 14%.

Na indústria de transformação, produtos ligados ao agronegócio também apresentaram forte crescimento. As vendas externas de carne de aves e miudezas aumentaram 40,5%, enquanto as exportações de farelo de soja e outros produtos destinados à alimentação animal cresceram 36,6%.

Apesar do resultado positivo, alguns produtos importantes registraram queda em agosto. Os embarques de milho não moído recuaram 25,3%, enquanto as vendas de mel natural diminuíram 34,7%. Também houve retração de 35,7% nas exportações de outras sementes oleaginosas, como girassol, gergelim, canola e algodão.

Na indústria de transformação, as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada caíram 19,7%. Açúcares e melaços tiveram retração de 37%.

Entre janeiro e agosto, as exportações da agropecuária somaram US$ 57,85 bilhões, alta de 9,5%. O resultado foi favorecido pelo crescimento de 81,9% nas vendas de animais vivos, de 15,2% nos embarques de soja e de 15,1% nas exportações de algodão em bruto.

A indústria extrativa exportou US$ 62,14 bilhões no período, crescimento de 19,6%, enquanto a indústria de transformação movimentou US$ 129,41 bilhões em vendas internacionais, avanço de 6,6%. Entre os produtos transformados, a carne bovina teve crescimento acumulado de 22,3%, apesar da queda registrada em agosto. Também se destacaram os óleos combustíveis, com alta de 33,2%, e o ouro não monetário, com expansão de 58,7%.

O desempenho do agronegócio, porém, não foi uniforme. No acumulado do ano, as exportações de trigo e centeio diminuíram 31,3%, enquanto os embarques de milho recuaram 3,6%. As vendas de café não torrado caíram 13,7%, mesmo com o crescimento registrado especificamente em agosto. Na indústria de transformação, as exportações de sucos de frutas e vegetais recuaram 35,8%, enquanto açúcares e melaços acumularam queda de 28,2%.
Nas 
importações, o movimento foi liderado pela indústria de transformação. Em agosto, o setor comprou US$ 24,12 bilhões em produtos estrangeiros, aumento de 13,4%. Na agropecuária, as importações cresceram 7,4%, alcançando US$ 470 milhões.

Entre os produtos agropecuários, as compras de pescado avançaram 64,8%, enquanto as de trigo e centeio cresceram 10,5%. As importações de produtos hortícolas frescos ou refrigerados aumentaram 54%. Em contrapartida, as compras de soja caíram 22,2% e as de frutas e nozes não oleaginosas recuaram 9,3%.

Em agosto, as compras de adubos e fertilizantes químicos, excluídos os fertilizantes brutos, diminuíram 35,9%. As importações de fertilizantes brutos também recuaram, com queda de 15,6% na comparação com agosto de 2025.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, as importações da agropecuária somaram US$ 3,66 bilhões, queda de 12,3%. A indústria extrativa importou US$ 8,25 bilhões, retração de 5,5%. Já a indústria de transformação ampliou as compras externas em 7,1%, chegando a US$ 182,35 bilhões e respondendo pela maior parcela das importações brasileiras.

Os números de agosto reforçam a importância do agronegócio para a geração de divisas e para a manutenção do saldo positivo da balança comercial brasileira. O avanço das exportações de soja, café, animais vivos, carne de frango e farelo de soja ajudou a compensar as quedas registradas em produtos como milho, carne bovina, açúcar e mel.

O desempenho dos próximos meses, no entanto, dependerá de fatores como preços internacionais, câmbio, demanda dos principais mercados compradores e oferta doméstica, que influenciam diretamente a competitividade dos produtos brasileiros no comércio exterior.

Fonte: DA REPORTAGEM - Agência Brasil

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